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Santa Catarina: ICIEG quer reestruturar a Rede Sol como forma de dar respostas mais céleres às vítimas da VBG (c/áudio)

Assomada, 28 Ago (Inforpress)- O Instituto Cabo-verdiano da Igualdade e Equidade do Género (ICIEG) quer reestruturar a Rede Sol em Santa Catarina (ilha de Santiago), como forma de dar respostas mais céleres às vitimas da Violência Baseada no Género (VBG).

“Esta rede [Rede Sol] existe desde 2004. Tivemos uma quebra de ritmo devido a mobilidade do pessoal, e neste momento estamos a fazer esta reestruturação a nível nacional, porque a Rede Sol é uma rede que teve resultados muito positivos e permite fazer um trabalho integrado e de forma rápida, dando respostas às vítimas”, assinalou a coordenadora Nacional da ICIEG, Kátia Marques.

Kátia Marques falava em declarações à Inforpress, à margem de um encontro de reactivação e dinamização da Rede Sol (Rede de Atendimento às Vitimas da VBG) de Assomada, com os parceiros, evento que contou com presença da vereadora do Género, Jassira Monteiro, e da coordenadora do Centro de Apoio a Vitima (CAV), Nascimento Fortes.

Conforme explicou, é nesse sentido que se realizou este encontro com os parceiros, uma prática que vem desde 2004, mormente com a Polícia Nacional (PN), Procuradoria, Instituto Cabo-verdiano da Criança e Adolescente (ICCA), Ministério da Educação, ONG e pessoas individuas, com vista a trabalharem de uma forma integrada para melhor darem respostas às necessidades das vítimas da VBG.

Indicou ainda que tal encontro vai permitir fazer o mapeamento com os “pontos focais novos” e reestruturação, com vista a darem continuidade ao trabalho que se tem feito em matéria de apoio e assistência das vítimas de VBG.

No caso de Santa Catarina, Kátia Marques acredita que com a reactivação desta rede vão poder dar respostas “mais rápidas e eficazes” às vítimas, sem ter que sujeitá-las à revitimização.

Segundo ela, em Santa Catarina, apesar da redução de casos da VBG, não se deve “baixar a guarda”, mas, defendeu, continuar a fazer o trabalho que se tem feito para que haja ainda “muito mais diminuição” de casos.

Na ocasião, lembrou que a instituição tem duas casas, uma de passagem e outra de abrigo que já se encontram devidamente montadas e equipadas, estando de momento na fase de recrutamento de técnicos que irão compor o corpo dos que vão trabalhar nas mesmas.

Por seu turno, em declarações também à Inforpress, a vereadora do Género, Jassira Monteiro, disse que em Santa Catarina não tem registo de muitos casos de VBG, mas que acreditam que há muitos casos sem registos.

Por isso, fez saber que a intenção da edilidade é trabalhar para que tais casos diminuam e que as pessoas que estão a serem vítimas da VBG saibam que existem mecanismos e instituições que podem eventualmente darem respostas à situação que a responsável considera de “problemática”.

No Centro de Apoio Integrado (CAI) de Santa Catarina, que integra vários serviços, com destaque para o Centro de Apoio às Vítimas (CAV), conforme informou, as vítimas são acompanhadas de “imediato” por um psicólogo e a partir dai faz-se o encaminhamento, dependendo do caso, para a Justiça ou despiste de doenças sexualmente transmissíveis e então para formações e procura de emprego.

Por outro lado, a autarca, que acredita que o referido centro vai conseguir dar respostas “mais céleres” com a reactivação da Rede Sol no concelho, pediu à todos os parceiros que assumam as suas responsabilidades, tendo em conta que “são todos responsáveis na erradicação deste flagelo”.

FM/JMV

Inforpress/Fim

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