Santa Catarina: Hospital Santa Rita Viera depara-se com frequentes casos de depressão pós-parto

Assomada, 07 Abr (Inforpress) – O Hospital Santa Rita Viera, em Santa Catarina, tem deparado com frequentes casos de depressão pós-parto, por isso a psicóloga Ercília Carvalho alerta às famílias para terem uma maior atenção com as mães nos primeiros seis meses depois do parto.

No âmbito do dia Mundial da Saúde, com enfoque este ano na depressão, a Inforpress abordou a psicológica sobre esta doença que tem afectado mais as mulheres, principalmente as mães depois do parto, levando elas a perder o interesse por algo e a entristecer-se.

Factores físicos, emocionais e de estilo de vida podem influenciar, de alguma forma , no surgimento da doença após o parto, explicou a psicóloga.

Sem apresentar dados estatísticos, a psicologia que vem trabalhando com esses pacientes no Hospital Santa Rita Viera adiantou que tem atendido, com alguma frequência, casos de depressão pós-parto, em pacientes oriundos de toda a região norte da ilha de Santiago.

Esses pacientes, segundo a psicóloga, chegam ao hospital por vontade própria, mas outros há que são levados pelos familiares, devido a alteração no comportamento ou dificuldade de cuidado com as crianças.

O mais grave é quando a depressão é detectada em situações de tentativa de suicídio, por isso a psicóloga alerta às famílias para terem uma atenção mais rigorosa nesta questão, porque se não for tratada pode evoluir para perda de vida.

“É necessário não deixar que se chegue à tentativa de suicídio para detectarmos que há uma depressão de base.

Temos de estar atentos para reconhecermos os sinais de riscos que podem levar à depressão, para atempadamente procurem apoio especializado e evitar que se chegue a situações de perda de vida por suicido “, alertou.

De acordo com a mesma fonte, a depressão tem atingindo com mais frequência as mães nos primeiros três meses após o parto, mas é preciso ficar em alerta, porque os primeiros sintomas podem ainda aparecer depois deste período .

Um dos riscos da depressão pós-parto, apontou, é o desmame precoce, risco de danos à sua própria pessoa ou ao bebé.

Nestes casos, são tomados alguns procedimentos, no sentido de controlar este risco, como tratamento com anti-depressivos, separação da mãe e da criança, psicoterapia e algum apoio para a amamentação.

“O tratamento não deve ser focalizado no medicamento, até porque o medicamento alivia os sintomas, mas há situações que a psicoterapia é mais efectiva em termos de cura, mas também o suporte familiar é fundamental”, disse.

Ercília Carvalho defende que a família deve estar por perto, porque uma mãe com depressão pós-parto quer sentir-se “apoiada, segura, importante, com valor e essa força só a família e os amigos as podem dar, para que se possa depois desencadear todo o processo de tratamento”.

A depressão é uma doença mental que tem tratamento se for tratado com ajuda de especialista, por isso a psicóloga apela às mães para que, no caso de sentirem alguns sintomas, como alteração de humor e crise de choro, procurarem os serviços de saúde e conversar com algum amigo sobre os seus sentimentos.

AM/JMV

Inforpress/Fim

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