Santa Catarina: Direcção de escola secundária considera acusações de professores de “falsas, infundadas e maldosas”

 

Assomada, 16 Nov (Inforpress) – O director da Escola Secundária Armando Napoleão Fernandes (ESANF), Antonito Furtado, considerou hoje de “falsas, infundadas e maldosas” todas as acusações de um grupo de professores de “assédio moral e abuso de poder” por parte da direcção.

Um grupo de professor acusou a direcção da escola de “assédio moral e abuso de poder” quer a professores, funcionários e alunos, e ainda, entre as acusações, apontaram sobrecarga horária, negação de horário de amamentação às mães professoras, assegurando que os pais e encarregados de educação estão descontentes com a situação.

“Não estamos a assediar e torturar os professores, mas sim estamos a fazer chamada de atenção aos que têm vindo bêbados para as salas de aulas e que os próprios alunos têm feito queixas”, clarificou Antonito Furtado, em declarações à Inforpress, acompanhado dos outros membros da direcção.

Para este responsável, toda esta situação desencadeada por um “grupinho de menos de 20 professores” tem “carácter político” e o propósito é de “fazer oposição para denegrir a imagem da escola e direcção” e ainda “confundir a opinião pública”, tendo em conta, que os docentes que estão por de trás são ex-dirigentes da escola, deputados municipais e secretários de partidos.

Numa referência às acusações de que a direcção tem negado o horário de amamentação às mães professoras, o director afiançou que “nunca negaou”, e que em tal situação sempre negociem com elas, até porque os horários são feitos antes de terem bebé.

No concernente à reclamação de sobrecargas nos horários e tempos lectivos, seis diários e 23 semanais, Furtado disse que é “falsa”, e que é de 22 tempos de acordo com o Estatuto do Pessoal Docente, ajuntando que “tudo está dentro dos parâmetros legais”.

A propósito, lembrou que a Inspecção Geral da Educação esteve no arranque do ano lectivo na escola tendo produzido um relatório que entregou à direcção em que se lê que tudo está “dentro dos parâmetros legais”.

Já em relação à deslocação aos agrupamentos, disse que “é perto”, e que não há motivo para queixas, visto que os professores têm um subsídio para tal.

A actual direcção, que conforme lembrou é a única a sair do seio dos professores da referida escola, e que residem na localidade onde está instalada o estabelecimento de ensino, asseverou que tem o único objectivo servir a comunidade e os alunos.

“Os pais e encarregados de educação estão satisfeitos com o nosso trabalho e prova disso é que temos tido a maior adesão de sempre dos mesmos nas reuniões”, afirmou.

Referindo-se a avaliação dos professores, Antonito Furtado refuta “todas as acusações” de que a mesma tenha sido realizada apenas por ele, dizendo que pela primeira fez com que os coordenadores fossem chamados a participar e que a apreciação teve aval de todos os membros da direcção.

Fundada em 2008, na localidade de Achada Falcão, a escola, segundo o director, Antonino Furtado, antes de assumir a direcção tinha 1109 alunos, taxa de aprovação de 70 por cento (%) e de abandono a 12%, mas, entretanto, um ano depois (ano lectivo 2016/17) a taxa de aprovação é de 74% e abandono reduziu para 6%.

“Nenhum aluno vai ser expulso, até porque os mesmos portam-se bem, diferente de outrora, e estamos a receber o maior numero de sempre”, declarou, sustentando que os pais e encarregados de educação confiam na escola que neste momento tem perto de 1300 alunos, todas as salas ocupadas e 140 professores para todo agrupamento.

Questionado se a direcção pensa colocar o cargo à disposição respondeu: “Não vamos desistir, mas insistir em fazer o bom trabalho em prol da comunidade a qual pertencemos”.

FM/AA

Inforpress/Fim

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