Santa Catarina: Comerciantes informais revoltados com a decisão da edilidade de remover as barracas depois das feiras

 

Assomada, 22 Jun (Inforpress) – Os comerciantes informais estão revoltados com o ultimato dado pela Câmara Municipal de Santa Catarina (ilha de Santiago) para desmontarem, até sexta-feira, todas as barracas ao redor do Mercado de Achada Riba, depois de cada feira.

Segundo uma das comerciantes, Ricardina Tavares, a edilidade quer que depois da feira (quarta-feira e sábado) as vendedeiras desmontem todas as estruturas de ferro ao redor do mercado e levem-nas para as suas casas.

Esta medida não agradou muito as “rabidantes” que vendem “artigos usados”, pois, dizem que não é possível cumprir com esta nova decisão, porque muitos vêm de outros concelho, daí a dificuldade no transporte diário das estruturas e em arranjar outro espaço para guardá-las.

Diante desta imposição, as comerciantes informais pedem que a edilidade construa um novo espaço para albergar as feirantes de “artigos usados”, porque ali estão sujeitos a ficar de baixo do sol e da chuva.

“Sabemos que a cidade está feia com estas estruturas, mas queremos que criem melhores condições, porque não temos como levar as barracas. Cada rabidante fez um investimento nestas barracas, agora onde é que vamos coloca-las?”, questionou a feirante Ricardina Tavares.

As vendedeiras reclamam que depois de terem sido retiradas do antigo Sucupira estão a vender em “más condições”, por isso esperam que a edilidade reveja esta decisão.

Em reacção, o presidente da câmara municipal, José Alves, garantiu que a medida é “indispensável”, uma vez que o seu compromisso é com a organização, arrumação, e ainda é de manter a cidade limpa e atractiva, por isso assegurou que é necessário o cumprimento do código municipal.

“Um espaço que não é organizado, não dá prazer a ninguém de o procurar, daí que decidimos dar uma nova imagem ao redor do mercado, transformando todas as barracas de ferro em estruturas desmontáveis, em que de manhã todos montem, mas no final do dia devem remover e deixar a estrada livre e o passeio livre para a circulação de pessoas”, disse.

Caso as “rabidantes” não acatarem esta decisão, o edil assegurou que depois do término do prazo vão remover todas as estruturas que não foram retiradas do local.

Sobre a possibilidade de um novo espaço para essas feirantes, José Alves assegurou que vão analisar esta proposta.

Avançou que a edilidade está no processo de colocar na parte traseira do mercado estruturas de ferro desmontáveis e com lonas, para tornar esse espaço “mais embelezado e mais atractivo”, por isso espera que todas as “rabidantes” façam o mesmo com as suas barracas.

AM/ZS

Inforpress/Fim

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