Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

Saneamento: Quase 20 por cento dos agregados familiares sem instalações sanitárias – ANAS

 

Cidade da Praia,18 Nov (Inforpress) – Em Cabo Verde, 19,9 por cento (%) dos agregados familiares não dispõem de instalações sanitárias, sendo que 12,3% vivem no meio urbano e 36,3% no meio rural, revelou a Agência Nacional de Água e Saneamento (ANAS).

Os dados foram facultados pela ANAS à Inforpress, no âmbito do Dia Mundial da Casa de Banho que se assinala no dia 19 de Novembro, sob o lema “Saneamento e águas residuais”, ressaltando a necessidade de se alcançar os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e reduzir a proporção de águas residuais não tratadas e aumentar a reciclagem e a reutilização segura.

De acordo com a mesma fonte, 80,1% dos agregados familiares dispõem de sanitas ou retretes no alojamento, sendo que dos 19,9% agregados familiares que não dispõe de instalações sanitárias, as chefiadas por mulheres têm “menos acesso” às instalações sanitárias, ou seja, 20,2%, do que as chefiadas por homens (19,2%).

A Agência Nacional de Água e Saneamento indicou, ainda, que 53,6% das sanitas ou retretes estão ligadas às fossas sépticas e 26,3% à rede pública de esgoto, embora cerca de 7,1% tenham admitido que o acesso às instalações sanitárias é compartilhado com outro agregado familiar.

“Existem grandes disparidades entre concelhos. Por exemplo, enquanto que no Sal, cerca de 92,2% dos agregados têm acesso ás instalações sanitárias, em Santa Cruz somente 52,4% das famílias possuem sanitas em casa”, sublinhou, frisando que 79,8% das famílias têm acesso a um sistema de evacuação das águas residuais.

Entretanto, 43,1% usam estes dispositivos para evacuar águas sujas do banho, da limpeza e da lavagem de roupa, porque 48,9% preferem “jogar essas águas ao redor da casa”, mas esta prática é “mais acentuada”, representando 87,3%.

Para assinalar esta data, a ANAS propõe um conjunto de actividades para este ano, com carácter educativo, destinado ao público escolar e comunidades, e serão dinamizadas pelas Redes de Comunicação para a mudança de comportamentos em água e saneamento existentes nos 22 concelhos do país.

Por outro lado, as actividades de advocacia destinam-se aos dirigentes políticos e comunicação social, visando chamar a atenção para a “dignidade e segurança” das pessoas que ainda não dispõem de casa de banho, e para a necessidade de haver maior financiamento destinado à construção de casas de banho, sobretudo para as famílias mais vulneráveis e escolas.

Passeio de alerta para observar, identificar, discutir e propor soluções para a defecação ao ar livre, teatro educativo e exposição de fotografias, são algumas das actividades a serem realizadas, conforme a ANAS.

O direito ao saneamento foi reconhecido como um direito distinto em 2015 e permite a todos terem acesso físico e económico ao saneamento, em todas as esferas da vida, que seja seguro, higiénico, socialmente e culturalmente aceitável, que ofereça privacidade e assegure a dignidade.

Para que isso seja alcançado, as autoridades consideram que é preciso que as fezes de todos sejam descartadas de forma segura, através de uma sanita ou latrina, sejam transportadas e tratadas para ser novamente descartadas de forma segura e sustentável.

Criado em 2013, pela Assembleia Geral das Nações Unidas, o Dia Mundial da Casa de Banho é uma oportunidade anual para focar a importância de um saneamento adequado e defender o direito ao saneamento como condição essencial para erradicar a pobreza.

Actualmente, 4.5 bilhões de pessoas vivem sem uma casa de banho em suas casas, que lhes permite evacuar os excrementos com segurança, com consequências negativas enormes sobre a sua saúde e qualidade de vida.

DR/JMV

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos