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Salário base dos vigilantes das empresas da segurança privada estipulado em 17 mil escudos – SIACSA

 

Cidade da Praia, 31 Mai (Inforpress) – O salário base dos vigilantes das empresas de segurança privada vai passar de menos de 15 mil escudos para 17 mil escudos a partir de 2018, conforme informações avançadas hoje pelo sindicalista Gilberto Lima.

Segundo o presidente do Sindicato da Indústria, Agricultura, Comércio e Serviços Afins (SIACSA), Gilberto Lima, o valor foi acordado depois de várias negociações entre as empresas de segurança privada e os sindicatos com a mediação da Direcção-Geral do Trabalho.

Em conferência de imprensa hoje onde apresentou os resultados das negociações que tinham como objectivo a revisão do acordo colectivo de trabalho e a nova grelha salarial para os vigilantes das empresas de segurança privada, o sindicalista Gilberto Lima disse que “foi o acordo possível”, já que a proposta do sindicato era que esse salário base fosse de 20 mil escudos.

“Tendo em consideração que os trabalhadores perderam ao longo de 2004 a 2017 cerca de 32,5% do seu poder de compra, o que equivale em termos monetários 4.497 escudos, queríamos que pegassem desses 4.497 escudos para indexar ao valor actual (menos de 15 mil) para termos um salário equivalente a 20 mil escudos”, explicou.

Entretanto, adiantou que as empresas alegaram que não poderiam suportar esse valor considerando que tinham que cobrar 170 mil escudos para um posto de 24 horas, quando o valor actualmente cobrado é de 140 mil escudos.

Por isso, Gilberto Lima indicou que a Associação Nacional das Empresas Privadas (ANESP) apresentou uma proposta e na sequência das negociações consensualizaram as melhorias salariais, passando o valor mínimo a ser o de 17 mil escudos e máximo de 26 mil escudos incluindo o subsídio de turno.

Entretanto, a nova grelha salarial só deverá entrar em vigor em 2018, isto depois da comissão paritária receber o aval do Governo sobre o valor que se deve aplicar/pagar para a prestação dos serviços.

Segundo o presidente do SIACSA das 18 empresas de segurança privada existentes em todo o país, apenas cinco é que estiveram nas negociações. Uma situação que, na sua perspectiva mostra que as restantes 13 empresas estão fora do sistema.

Por isso o sindicalista apelou ao Governo que através de uma portaria de extensão obrigue que todas as empresas estejam no sistema.

“Que obrigue que elas também entram no sistema para evitar a concorrência desleal já que as empresas que estão fora do sistema acabam sempre por cobrar menos por um posto de 24 horas. Se um posto custa 140 a 160 mil escudos e a empresa está a cobrar 80 a 90 mil é porque não está a cumprir com outros encargos nomeadamente o pagamento do INPS”, disse.

Neste sentido considera que deve haver um esforço por parte do Governo para que crie essa portaria de extensão e por outro fixar o montante que deve pago às empresas para que os trabalhadores possam ter um melhor salário com reajuste todos os anos.

Para além do SIACSA participaram das negociações outros sindicatos afectos à Confederação Cabo-verdianos dos Sindicatos Livres (CCSL) e da União Nacional dos Trabalhadores Cabo-Verdianos – Central Sindical (UNTC-CS) nomeadamente do Sindicatos da Industria, Serviço, Comércio, Agricultura e Pescas (SISCAP) .

MJB/FP

Inforpress/fim

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