Sal: Operadores económicos queixam-se do estado da igreja católica de Santa Maria e pedem reabilitação

Santa Maria, 27 Abr (Inforpress) – Operadores económicos, na ilha do Sal, queixam-se do estado avançado de degradação da igreja católica de Santa Maria, pelo que pedem intervenção “urgente” das autoridades para a sua reabilitação, por se tratar de um ponto de atracção turística.  

Considerando a igreja católica de Santa Maria um património material e cultural, muito visitado por turistas, preocupados com o seu estado de degradação, os operadores turísticos, daquela cidade, particularmente, chamam a atenção das autoridades competentes, no sentido da sua preservação, enquanto atractivo turístico.

Estribados que o Governo vem reabilitando algumas igrejas mais antigas do País, com o intuito de promover o turismo religioso, uns e outros entendem que devia-se colocar a igreja católica de Santa Maria também neste plano de intervenção de fundo para a preservação dos templos.

Esta pequena igreja, o principal templo católico da região, localiza-se na Rua 1 de Junho, bem no centro da cidade turística, atraindo visitantes, seja para uma devoção, prece, visita ou apenas por curiosidade.

Apresentando sinais de degradação “há muito tempo”, os operadores, nomeadamente Patone Lobo, dono do Hotel Odjo d’Água, e Américo Soares, dono do restaurante Américo’s, destacam entre as intervenções a reabilitação do tecto e da fachada, entre outros fragmentos.  

“A igreja original de Santa Maria ostentava uma torre muito maior da que tem agora, foi cortada nos anos 70, e agora convém reconstruí-la, já que aquela igreja é uma atracção turística, muito visitada pelos turistas. O tecto falso precisa ser restaurado porque está a cair e poderá pôr a vida, a segurança das pessoas em risco”, comentou Patone Lobo.

Por outro lado, observou, pode-se pensar “perfeitamente” na ampliação da igreja, porque “há área suficiente”.

“Em vez de se estar a aumentar o espaço com armações de madeira e cobertura de rede, o que não dá um bom aspecto. Anda-se a reabilitar várias igrejas do País, aqui onde tem dinheiro adveniente do turismo, não fazem. Isso acontece porque as pessoas não reclamam. Santa Maria continua a ser uma vila de pescadores, uma sociedade civil amorfa”, exteriorizou em tom de preocupação.

Na mesma linha, Américo Soares considerou que a imagem da igreja “não faz jus ao destino turístico que se pretende desenvolver.

“Há que fazer alguma coisa para esta igreja, porque não transmite a imagem, aquilo que é o destino turístico que se pretende. Tem-se gastado tanto dinheiro neste País, por mais que o próprio pároco, fiéis e pessoas residentes se esforçarem para a sua manutenção, não resulta porque a estrutura precisa de uma intervenção de fundo”, advertiu.

“Trata-se de um espaço frequentado por muitos turistas, também por nacionais, pelo que acho que é de todo o direito pensar-se num investimento no sentido do seu melhoramento físico, à semelhança do que tem sido feito noutras ilhas”, acentuou.  

Perante a situação, os operadores turísticos pedem ao Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, o Ministério do Turismo, a autoridade católica da Diocese do Mindelo e a Câmara Municipal do Sal a ponderarem sobre a situação deste património, que fica no coração da cidade turística.

“Se se quer um destino de qualidade têm que aplicar o dinheiro da taxa turística produzida em Santa Maria, em investimentos, durante pelo menos dois/três anos, nesta cidade, especialmente”, defendem os dois empresários.  

SC/AA

Inforpress/Fim

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