Sal: Eleitos municipais apreciam desenvolvimento do país e consideram que ainda há um caminho longo a percorrer

 

Espargos, 05 Jul (Inforpress) – Os eleitos municipais na ilha do Sal reconheceram hoje durante a cerimónia solene de celebração da Independência de Cabo Verde, transformação “radical” do país ao longo dos 42 anos independente, mas dizem que muito falta ainda por faze.

Perante um Salão Nobre repleto de gente, demonstrando assim, a importância da data, o representante da União Cabo-Verdiana Democrática e Independente (UCID) Luís Delgado, o primeiro a usar da palavra, sublinhou que falar da Independência de Cabo Verde, da Luta de Libertação Nacional, é falar de força e união, do “djunta mô”, unidade entre os povos, sobretudo, e neste caso, os da Guiné-Bissau e Cabo Verde.

“Sem qualquer margem para dúvida hoje, todos reconhecemos que o país está melhor, tendo registado transformações radicais no sentido de progresso e modernização. Demos passos importantes a todos os níveis, mas conscientes que os desafios se tornaram maiores”, acentuou.

Na qualidade de eleito municipal local, lembrou que Sal e sua gente “teve e continua a ter” um papel importante, contribuindo em todas as áreas, “consubstancialmente” na economia, através das actividades aeroportuárias e turísticas.

“Não me canso de dizer que o balanço dos 42 anos de Independência de Cabo Verde, de uma forma geral, e sem dúvida, é positivo. Mas poderia ser melhor se o desenvolvimento nacional fosse de forma mais equilibrada, repartida pelas diversas ilhas”, conclui Luís Delgado abordando duas questões que considera preocupantes e que precisam, conforme disse, ser combatidas com “máxima urgência”: a insegurança que vem aumentando dia-a-dia e a “excessiva” politização e partidarização de Cabo Verde.

Também para Kátia Carvalho, líder da Bancada do PAICV (oposição), passando revista aos dados estatísticos que pesam a evolução e crescimento do país a nível do emprego, turismo, educação, saúde, segurança pública… disse que a luta não terminou.

“A luta não terminou. A luta de hoje tem outros desafios e implicam uma visão holística do país, explorando as diferenças de cada região e fazendo delas factores de competitividade”, analisou, exteriorizando: “É este o nosso sonho: uma nação de Santo Antão à Brava, que se estende pelo mundo global, mas que se mantém una, indivisível e livre, cumprindo assim o sonho de Cabral. Viva 5 de Julho”.

Já, Nuno Lopes, da bancada do Movimento para a Democracia (MpD – situação), lembrando a história e o grupo de jovens “audazes” que encabeçou as fileiras para a luta da Independência de Cabo Verde, despertou, que, transcorridos todos esses anos “não se deve” esquecer o passado, antes, aprender com os erros e sucessos para enfrentar um presente com determinação onde os desafios são muitos.

“As nossas limitações nunca foram obstáculos suficientes para travar as nossas ambições. Pois, perspectivamos um futuro muito melhor”, almejou o jovem deputado municipal.

SC/FP

Inforpress/Fim

 

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