Sal: Economia Azul estimula crescimento sustentável e oferece vantagens competitivas – edil (c/áudio)

Espargos, 23 Out (Inforpress) – O edil Júlio Lopes considerou, hoje, que a Economia Azul procura estimular o crescimento sustentável a partir dos recursos aquáticos, oferecendo vantagens competitivas às indústrias emergentes e cadeias de valor existentes ou aqueles ligados aos novos produtos e mercados.

Júlio Lopes fez essas considerações na abertura do ateliê de reflexão sobre o Quadro Estratégico Unificado para a Economia Azul (CaSUEB), que deveria ser presidida pelo Secretário de Estado Adjunto para a Economia Marítima, Paulo Veiga, mas na impossibilidade de estar presente, foi testemunhada pelo autarca, ladeado do coordenador do projecto Economia Azul, Joseph Catanzano, e da coordenadora nacional, Yolanda Brites.

“A Economia Azul tem a sua origem nas preocupações ambientais mais amplas, em articulação com uma tomada de consciência crescente da necessidade da preservação dos ecossistemas oceânicos. Esta propicia oportunidades de investimento para o alcance dos Objectivos do Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, ODS 14”, sublinhou.

Destacando, por outro lado, a importância do Observatório da Economia Azul, constituído por uma equipa técnica que, conforme disse,  tem por missão a preparação do Quadro Estratégico para Economia Azul que deverá estar articulado com o Plano Nacional de Investimentos para Economia Azul, Júlio Lopes sublinhou que o processo de transição para a Economia Azul tem um papel de destaque no que diz respeito ao estabelecimento de sinergias das estratégias sectoriais.

“É neste sentido que o Governo pretende promover a ideia da Economia Oceânica Sustentável, o que quer dizer investir em sectores tais como o ambiente, os transportes marítimos, as pescas, o turismo sustentável, a cadeia de valores dos produtos do mar e a resiliência dos oceanos”, referiu.

Participam no evento que decorrerá durante o dia de hoje, representantes de diferentes instituições serviços públicos e privados, câmara municipal, bem como ONG, visando recolher subsídios, cujos resultados deverão contribuir para a formulação do Quadro Estratégico Unificado para Economia Azul.

Divididas em dois grupos, as equipas de trabalho deverão analisar as forças e fraquezas, oportunidades e ameaças ligadas a transição dos sectores de actividades na perspectiva da Economia Azul.

“Desafios de natureza intersectorial”, “Matérias relativas ao ordenamento e gestão territorial”, “Incentivos”, “Promoção de conhecimento de novos potenciais de exploração sustentável”, “A interacção das questões sociais e Economia Azul”, e “Questões económicas decorrentes da Economia Azul”, são os temas a serem desenvolvidos.

Promovido pelo Governo de Cabo Verde com o financiamento do Banco Africano do Desenvolvimento (BAD) e assistência técnica da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), no âmbito da implementação do processo de transição para a economia Azul, os objectivos do CaSUEB permitirão clarificar as questões relacionadas com os potenciais nichos de crescimento azul identificados em 2016.

O conceito de economia Azul é uma ferramenta que permite colocar o desenvolvimento dos pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (SIDS) e dos Estados Costeiros numa trajectória de desenvolvimento sustentável, suportado pelo consenso obtido na conferência Rio+20.

SC/ZS

Inforpress/Fim

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