Rony Moreira condenado um ano de prisão com pena suspensa por injúria a Basílio Ramos

Cidade da Praia, 22 Out (Inforpress) – O activista Rony Moreira foi condenado a um ano de prisão, com pena suspensa, na sequência de um processo em que é acusado de injúria ao antigo presidente da Assembleia Nacional, Basílio Ramos.

O caso remonta a 2015, quando Rony Moreira, um dos mentores da MAC 114, na qualidade de cronista do extinto jornal “A Voz” escreveu um artigo depois do veto presidencial ao estatuto dos cargos políticos, e que foi considerado por Basílio Ramos com sendo ofensivo à sua pessoa e à instituição que dirigia.

“Dou a conhecer que o Tribunal da Praia me condenou a um ano de prisão, em pena suspenso (e pena convertida numa multa de 600 contos) no caso com o senhor Basílio Ramos. Do meu lado, continuo sereno e tranquilo de que atuei em nome do interesse da população nacional”, comunicou Rony Moreira numa mensagem enviada à Inforpress.

O seu estranhar, afirma o activista, é facto de ele ser, “até que se prove o contrário, um único membro da imprensa nacional a ser condenado à pena de prisão por causa de um artigo em que o queixoso se diz ofendido, sem ter posto em causa por exemplo a integridade física do mesmo”.

“Para mim todo o processo foi político e foi feito para agradar os poderosos da República e para me punir”, completou.

No início deste mês de Outubro, em declarações à Inforpress, Rony Moreira tinha avançado que se tratava de um processo que desde sempre foi conduzido de uma forma politizada.

“É só tomarmos em atenção as palavras da Presidente do Supremo Tribunal, no dia da abertura do Ano Judicial, na presença do senhor Presidente da República e da imprensa. Disse em bom-tom: ‘temos poderosos a decidir nas decisões judiciais’. Portanto, estamos diante de um processo político e não mais”, sustentou.

“Se o processo fosse judicial, se a Procuradoria da República estivesse de facto interessada na defesa do interesse público, muitos outros processos, envolvendo os ‘donos da república’ não prescreveriam. É tudo um acto político”, acrescentou.

Apesar disso, declarou-se de consciência “limpa e tranquila” e disse acreditar que o julgamento seja diferente do processo que, reafirmou, foi politizado.

“Se for feita justiça estarei sempre tranquilo, agora se for feita outra coisa, também estarei de consciência tranquila. Nunca prejudiquei o meu país”, notou o activista e um dos líderes da MAC 114, movimento que lutou contra o aumento dos salários dos políticos em 2015.

GSF/FP

Inforpress/Fim

 

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