Revisão em baixa das previsões de crescimento de Cabo Verde em 2021 se deve ao contexto mundial – BM

Cidade da Praia, 10 Jun (Inforpress) – A representante do Banco Mundial (BM) para Cabo Verde, Eneida Fernandes, explicou hoje que a revisão em baixa das previsões de crescimento económico para o arquipélago em 2021 se deve aos atrasos na retoma económica registados a nível mundial.

“Se esperava uma retoma da economia do mundo inteiro e, sobretudo nos principais países emissores de turistas para Cabo Verde. Agora, já início do ano, está a acontecer as vacinações no mundo inteiro e a economia vai demorar um pouco para a retoma. Portanto, é esse ‘timing’ de um atraso de meses de reabertura da económica que leva a isso”, explicou.

Eneida Fernandes, que falava à imprensa no final de uma audiência com o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, enalteceu, entretanto, a importância que o Governo de Cabo Verde está a dar a retoma económica com a vacinação da população do Sal e Boa Vista, preparando as ilhas turísticas para a reabertura.

De acordo com o relatório sobre as perspectivas económicas globais do Banco Mundial, publicado terça-feira, a economia cabo-verdiana deverá crescer 3,9 por cento (%) em 2021, inferior em 1,6 pontos percentuais face à previsão de Janeiro.

O documento, publicado no ‘site’ da organização, destaca uma diminuição face às previsões de Janeiro, que apontavam para um crescimento na ordem dos 5,5%, mesmo acima da estimativa do Governo que aponta para um crescimento económico de 4,5%, mas só se o país conseguir controlar a pandemia e se verificar um desconfinamento em todo o mundo.

A previsão revista para Cabo Verde está, entretanto, acima da média regional (África Subsariana) estimada em 2,8%.

A nível global, o relatório aponta para um crescimento de 5,6% em 2021, indicando para um ritmo pós-recessão mais rápido em 80 anos.

O Banco Mundial realça que a recuperação é desigual e reflecte, em grande parte, a rápida capacidade de recuperação de algumas das principais economias. Em diversas economias emergentes e em desenvolvimento (EEED), os obstáculos à vacinação continuam a pesar sobre a actividade.

O Banco Mundial prevê que até 2022, as perdas de renda per capita não terão sido totalmente recuperadas em cerca de dois terços das EEED.

MJB/CP

Inforpress/fim

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