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Retrospectiva: Ministros africanos reúnem-se pela primeira vez no Sal para reflexão sobre Transporte Aéreo e Turismo em África

Espargos, 31 Dez (Inforpress) – Os ministros africanos reuniram-se pela primeira vez no Sal numa conferência sobre Transporte Aéreo e Turismo em África, no mês de Março, onde analisaram os desafios e oportunidades que fomentam o desenvolvimento do sector em África.

Foi a primeira vez que ministros dos Transportes Aéreos e Aviação Civil e ministros do Turismo de todo o continente africano, altos dirigentes e especialistas na matéria, dessas duas agências das Nações Unidas, reuniram-se em África, tendo recaído a escolha sobre Cabo Verde para a realização deste considerado “grande evento”.

Tratou-se ainda de uma “oportunidade ímpar” para demonstrar a capacidade de Cabo Verde para organizar e ser anfitrião de eventos de alto nível internacional, mas, sobretudo, valorizando os ganhos e mais-valias competitivas em sectores-chave da economia nacional como sejam o Transporte Aéreo e o Turismo, criando sinergias e potenciando vantagens comparativas da posição geoestratégica e da geopolítica do país como plataforma logística internacional no Atlântico médio.

Promovida pela Organização Internacional de Aviação Civil (ICAO) e Organização Mundial do Turismo (OMT), a I Conferência Ministerial da OMT e ICAO, teve como propósito analisar os desafios e oportunidades que fomentam o desenvolvimento do turismo e transportes aéreos em África.

O Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca considerara, na ocasião, que o evento constituiu um “momento importante” para Cabo Verde.

“Este é um fórum muito importante para o debate e reflexão de questões que têm a ver com os transportes aéreos e o turismo e as conexões entre os dois sectores, sobretudo para um país como Cabo Verde, onde o turismo representa entre 20 a 25% do Produto Interno Bruto (PIB) e está em execução o processo e construção de um “hub” aéreo aqui no Sal”, precisara o chefe de Estado.

Para Jorge Carlos Fonseca, este evento é, também, “válido” pelo facto de dar “visibilidade ao país e ter trazido muita gente ao Sal e conhecer uma parte do país e as suas realizações no domínio do processo de desenvolvimento económico e turístico.

“Também contribui para a luta que temos tido para uma maior conexão com a África, com a nossa sub-região e com o nosso propósito também de termos na Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) uma das prioridades da estratégia das relações internacionais de Cabo Verde”, sublinhara na altura.

Na sua intervenção, na abertura oficial da conferência, Jorge Carlos Fonseca afirmara que o quadro jurídico e institucional que regulará o futuro mercado único aéreo africano deve também permitir a atracção de investimentos directos estrangeiros, tanto nas infra-estruturas turísticas e aeroportuárias quanto nas empresas nacionais de transportes aéreos.

“…Deve-se privilegiar, muito mais, a qualidade do que o volume dos investimentos socorrendo-se de uma política fiscal, também, unificada assegurando, deste modo, a indispensável transparência na cobrança de impostos e taxas, nas isenções e subsídios”, apelara.

Segundo o mais alto magistrado da Nação, uma política fiscal unificada é o “pré-requisito para que o mercado único e os países mais dotados em recursos resistam à tentação do ‘dumping’ para atrair investimentos”, já que os mais ricos “podem renunciar a determinadas receitas com o intuito de atrair investimentos”.

Por sua vez, o ministro do Turismo e Transportes e da Economia Marítima, José Gonçalves considerou, na ocasião que Cabo Verde ganha protagonismo internacional com a realização da Conferência Ministerial sobre turismo e transportes aéreo em África, permitindo também dinamizar o hub aéreo do Sal.

Segundo o governante, a realização desta conferência no país trará muitos ganhos já que, conforme prognosticou, vai permitir maior mobilidade no continente, suportando, “imensamente” o hub aéreo do Sal.

Sublinhara, por outro lado, que além disso, dentro da comunidade da África, que são 54 países nos dois sectores, isso mostra, “de facto”, que o país já granjeou determinado protagonismo.

Também, o presidente do Conselho da Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO), Olumuyiwa Bernard Aliu considerou histórica a realização da I Conferência Ministerial, que reuniu pela primeira vez ministros africanos do sector do turismo e da aviação civil, num país africano.

“Em países como Cabo Verde devemos aumentar a conectividade entre nós, no continente africano. Do nosso ponto de vista, o turismo e os transportes aéreos demonstram constrangimentos a nível de capacidade de acesso ao financiamento para investimentos e modernização de infra-estruturas, facilitação de vistos, entre outros aspectos de importância vital para o desenvolvimento sustentável dos Estados africanos”, exteriorizara.

No final dos trabalhos, José Gonçalves destacou a necessidade de se trabalhar no sentido de se ter uma livre circulação de pessoas entre os diversos países do continente africano.

Segundo o governante, não faz sentido que haja livre circulação entre os países das diversas comunidades, mas que depois essa liberdade não exista quando se quer viajar entre países de comunidades diferentes.

Ficou decidido que os países africanos vão trabalhar para a implementação de políticas que desenvolvam os sectores dos transportes e do turismo, gerando assim riqueza e postos de trabalho.

SC

Inforpress/Fim

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