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Retrospectiva 2020: Covid-19 traz à tona fragilidades do sector da saúde e limita investimentos em equipamentos para diagnósticos

Cidade da Praia, 28 Dez (Inforpress) – O director nacional da Saúde considerou o 2020 “um ano peculiar” e condicionado pela pandemia de covid-19 obrigando o Ministério da Saúde a direccionar as suas atenções em termos de respostas para fazer face à situação.

Segundo Jorge Noel Barreto, neste ano, o Ministério da Saúde e da Segurança Social esforçou-se para tentar garantir a continuidade dos outros serviços, tendo em conta a situação causada pela pandemia a partir do mês de Março em Cabo Verde.

Em 2020, realçou aquele responsável em jeito de retrospectiva, o sector da saúde foi afectado, a todos os níveis, pela covid-19, que foi pela primeira vez identificada na China, há um ano, e já causou mais de 1,6 milhões de mortes confirmadas oficialmente.

Em Cabo Verde, o primeiro caso de covid-19 foi diagnosticado na Boa Vista e comunicado pelo Ministro da Saúde a 20 de Março, dando conta de que um turista inglês, de 62 anos, chegara à ilha a 09 de Março, apresentando sintomas dias depois, e tendo testado positivo para covid-19.

Três dias depois do anúncio do primeiro caso, o Ministério da Saúde veio a público anunciar mais dois casos na Boa Vista, totalizando três, todos estrangeiros, tendo neste dia, comunicado a morte do turista inglês, o primeiro caso confirmado da covid-19 no País.

Ainda no mês de Março, o Governo colocou a ilha da Boa Vista em quarentena após a confirmação do primeiro caso positivo da infecção, tendo sido reforçado um conjunto de medidas de restrição no País e disponibilizado uma linha Verde 800 11 12 para esclarecimentos e pedidos de apoio.

Apesar disso, o ministro da Saúde, Arlindo do Rosário, confirmou, a 25 de Março, mais um caso positivo do novo coronavírus, na Cidade da Praia, tratando-se de um cidadão nacional, que residia em Achada São Filipe, e que tinha chegado da França a 18 do mesmo mês.

O primeiro caso de transmissão local foi confirmado na Cidade da Praia, a 26 de Março. Nesta data, Cabo Verde já contabilizava 11 casos suspeitos do novo coronavírus, sendo cinco na Boa Vista, um no Porto Novo, um em São Vicente, um no Tarrafal (Santiago) e três na Praia.

Com os primeiros casos na Praia, o hospital Dr. Agostinho Neto mesmo com poucas condições, devido a falta de aparelhos ventiladores para os doentes de covid-19, preparou um espaço para receber os primeiros doentes.

A 29 de Março a situação da pandemia agrava-se devido a aumento de casos em funcionários do hotel Riu Karamboa, na Boa Vista, levando o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, num comunicado à Nação, a reconhecer falhas nas orientações delineadas para a ilha.

Neste mesmo dia, o Presidente da República anunciou estado de emergência no País até 17 de Abril que depois foi prolongado para 14 de Maio devido ao aumento de casos do novo coronavírus em vários concelhos, atingindo 122 casos positivos.

No mês de Maio, Cabo Verde já registava 406 casos acumulados da doença provocada pelo novo coronavírus, 155 recuperados e quatro óbitos, enquanto no mês de Junho o arquipélago contava com um acumulado de 726 casos, 298 recuperados, seis óbitos e 420 activos.

Três meses depois, Agosto, o arquipélago registava 882 casos activos, 2.855 recuperados, 39 óbitos, dois doentes transferidos e um total acumulado de 3.778 infecções.

Em Dezembro, até a presente data, o País regista 153 casos activos, 11.444 recuperados, 112 óbitos por covid-19, três óbitos por outras causas e dois transferidos, perfazendo um total de 11.714 casos positivos acumulados.

No combate à pandemia, Cabo Verde teve a ajuda de Cuba com o reforço de 20 médicos, com materiais de laboratório para testes e máscaras, da China, OMS e Fundação Jack MA-Alibaba, assim como dos escritórios das Nações Unidas, com financiamento, para dar vazão à pandemia e apoiar aos mais vulneráveis.

Neste ano que ora finda, em várias ocasiões a Ordem dos Médicos criticou a actuação do Hospital da Praia e do Ministério da Saúde por alegada falta de materiais e melhores condutas para fazer face à pandemia da covid-19.

Face a Covid-19, em 2020 muitos investimentos previstos para o sector para colmatar os problemas graves que persistem devido a falta de equipamentos para diagnóstico ficaram para segundo plano.

Neste sector, o atendimento médico continua sendo deficitário e muitos utentes, particularmente, da capital do País, tem criticado o governo, por ter deixado que o sector continuasse com falhas em pleno século XXI.

No país, segundo a secretaria executiva da Comissão de Coordenação do Álcool e Outras Drogas (CCAD), o álcool é a droga mais consumida em Cabo Verde pelo facto de ser lícita e de fácil acesso para o consumo.

Num ano atípico, em que a Comissão de Coordenação do Combate à Sida (CCS/Sida) teve de adaptar-se para responder às necessidades dos portadores do VIH/Sida, o balanço sobre a situação do HIV/Sida em Cabo Verde foi considerado “positivo” no ponto de vista de tratamento e diagnóstico.

PC/CP/DR

Inforpress/Fim

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