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Resultados preliminares do IDSR-2018 destacam progressos de indicadores demográficos e de saúde do país (c/áudio)

Cidade da Praia, 18 Fev (Inforpress) – O III Inquérito Demográfico e de Saúde Reprodutiva (IDSR) apresentado hoje, na Cidade da Praia, indica que tanto na saúde reprodutiva assim como no domínio demográfico o país conseguiu de 2005 a 2018 ganhos representativos.

A informação foi avançada pelo coordenador técnico do ISDR-III do Instituto Nacional da Estatística, Orlando Monteiro, em declarações hoje à imprensa após ter apresentado os resultados preliminares do inquérito que abordou mais de 6.700 mil agregados familiares a nível nacional.

Conforme explicou, os dados mais preocupantes a nível do ISDR-III é a baixa de fecundidade, em que o número médio de crianças por mulheres de 15 a 49 anos passou de 2,9 em 2005 para 2,5 em 2018, o que corresponde a uma baixa a nível de 14 por cento (%).

“Estes dados traduzem os programas que o país tem implementado para a prevenção de uma    fecundidade elevada que existia. Por outro lado, pode traduzir-se em preocupação, pois, com estes dados estamos a aproximar do limiar de substituição”, disse.

Segundo dados do ISDR-III, a diminuição da fecundidade é mais acentuada no meio rural (ISF de 3,1 crianças em 2005 contra 2,6 em 2018, ou seja, uma baixa de 16%) em relação ao meio urbano (ISF de 2,7 crianças em 2005 contra 2,4 em 2018, ou seja, uma baixa de 11%).

Neste caso, sublinhou o coordenador, é preciso que o Governo analise os dados para saber se deve ou não rever a política nacional de população para que o país não venha a ter, no futuro, escassez de mão de obra devido à baixa fecundação.

Segundo Orlando Monteiro, afora esta excepção a que se junta também o aumento do VIHSida nas mulheres, todas as outras preocupações incluídas no inquérito indicam dados que beneficiam o país.

“Com a recolha de sangue capilar na metade dos agregados da amostra, para os testes de anemia e do VIH num total de 5.930 indivíduos testados, sendo 2.832 mulheres de 15-49 anos e 3.098 homens de 15-59 anos; obteve-se uma taxa de sero-prevalência de 0,6% (0,7% nas mulheres e 0,4% nos homens)”, asseverou.

Segundo o coordenador técnico do ISDR-III, comparando os dados actuais com os de 2005 em que a prevalência era de 0,8% (0,4% nas mulheres e 1,1% nos homens), a prevalência situou-se nos 0,6% em 2018, uma baixa de cerca de 25%.

No entanto, apesar dessa baixa a nível de prevalência, o técnico chamou a atenção para o facto de se ter registado o aumento da taxa de sero-prevalência de 0,7% nas mulheres, enquanto que nos homens a prevalência é de 0,4%.

No que tange a anemia, considerou que os dados obtidos indicam uma melhoria considerável em relação a 2005 por haver uma prevalência baixa tanto na anemia leve, moderna ou grave.

“No IDSR-2018, foi testado o nível de hemoglobina das crianças de 6-59 meses, para determinar a prevalência da anemia e os resultados indicaram que 43 % das crianças de 6-59 meses são anémicas enquanto que em 2005 era de 55%, o que traduz uma baixa à volta de 18%”, frisou.

A anemia leve, referiu, representa 48% da anemia geral em 2005 e 53% em 2018; a anemia moderada, representa 49% da anemia geral em 2005 e 45% em2018; e a anemia grave é relativamente baixa com resultados de 1,7% em 2005 e 0,5% em 2018.

No concernente à mortalidade infantil, os dados do IDSR-III indicam resultados excelentes em termos de redução da mortalidade que passou das crianças de menos de um (1) ano) de 30‰ em 2005 para 16% em 2018; a mortalidade juvenil (das crianças de 1 à 4 anos) não mudou entre os dois inquéritos (3%); enquanto que a mortalidade infantojuvenil (das crianças de menos de cinco (5) anos) passou de 33% em 2005 para 18% em 2018, ou seja houve uma baixa de 45%.

No que tange a cobertura vacinal, resultados preliminares do IDSR-2018, aponta para um aumento da taxa de cobertura vacinal entre 2005 e 2018 com resultados de 74% em 2005 para 83% em 2018.

Os maiores aumentos, segundo o IDSR-III, constam ao nível de Penta3/ DPT3 (84% em 2005 contra 94% em 2018) e VPO3/ Pólio3 (82% em 2005 contra 90% em 2018).

No que se refere a atendimento pré-natal e pós-parto, os resultados de 2018 indicam que quase todas as mulheres beneficiaram de cuidados pré-natais de um profissional de saúde qualificado, durante a gravidez, tanto em 2005 como em 2018.

“Em 2018, cerca de 9 em cada 10 mulheres (86%) fizeram, pelo menos, 4 consultas pré-natais recomendadas. Essa proporção era de 72% em 2005. Constatou-se também uma melhoria das condições de parto (97 % dos nascimentos foram assistidos por um profissional qualificado, contra 78% no IDSR-2005; do mesmo modo que em 2018, 97% dos nascimentos ocorreram nas estruturas de saúde, contra 78% em 2005”, disse.

Em 2018, indica o inquérito de 2018, 12% das meninas (jovens/ adolescentes) de 15-19 anos de idade já tinham tido, pelo menos, um filho (nado-vivo), contra 15,2% em 2005.

Já a maternidade das meninas com 15 anos de idade, indica que 5,6% das mesmas já tinham um filho (nado-vivo), no momento do inquérito (2018) equivalendo uma proporção que quase triplicou em relação a 2005, cujo nível era de 1,9%.

Por outro lado, o inquérito anotou que 4,2% entre a jovens (jovens 15-19 anos) estava grávida do seu primeiro filho, no momento do inquérito, com um aumento de 0,5 pontos percentuais em relação a 2005.

Neste domínio o inquérito IDSR-III realçou uma maior proporção com as jovens grávidas a partir dos 17 anos, e com mais acentuação nas meninas de 18 anos de idade (7,3%).

Apesar disso, o inquérito de 2018 indicou que no que tange ao uso de contraceptivos, houve uma ligeira diminuição da utilização da contraceção moderna nas mulheres unidas, em relação a 2005 (57,1% para 54,6%).

A mais importante baixa, indica o inquérito, reside na esterilização feminina (14,8% em 2005 contra 8,4% em 2018); na utilização de preservativo masculino que diminuiu ligeiramente (de 6,1% em 2005 para 5,4% em 2018).

Por outro lado, O IDSR indicou que o uso da pilula pouco mudou entre os dois inquéritos (21,4% em 2005 e 20,9% em 2018); e que a percentagem de utilizadoras de injeções aumentou (11,3% em 2005 e 14,8% em 2018); enquanto que a utilização do implante aparece no inquérito com 2,7%, sendo que em 2005 era nula.

A recolha dos dados no terreno foi levada a cabo por 18 equipas, tendo os trabalhos iniciado em fevereiro de 2018 e concluído no mês de Maio do mesmo ano, à exceção na ilha do Sal onde foi prolongada até meados de Junho.

No entanto, para não haver surpresas em 2030, devido aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), no que tange ao Inquérito Demográfico e de Saúde Reprodutiva (IDSR), o coordenador do projecto recomenda que o inquérito passa a ser efectuado de 5 a 5 anos.

PC/FP

Inforpress/Fim

 

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