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Resultados da 9ª Conferência sobre Mudanças Climáticas e Desenvolvimento em África poderão fazer diferença em Glazgow – responsável

Santa Maria, 17 Set. (Inforpress) – O director da Comissão Económica para a África das Nações Unidas, Jean Paul Adam, prognostica que os resultados da 9ª Conferência sobre Mudanças Climáticas e Desenvolvimento em África poderão fazer diferença na Cimeira de Glazgow.

Jean Paul Adam fez este prognóstico na sua observação final dos trabalhos da 9ª Conferência sobre Mudanças Climáticas e Desenvolvimento em África, que vinha decorrendo na ilha do Sal desde segunda-feira, 13 e terminado hoje, sob o lema “Uma Transição Justa para uma Recuperação Verde e Azul Resiliente.

O encerramento desta conferência considerada “um sucesso” esteve a cargo do presidente da Assembleia Nacional, Austelino Correia.

Na sua comunicação, Jean Paul Adam destacou três “aspectos chaves” que considera importantes para uma transição “mais justa”.

Assim, destacou como primeiro elemento, a saída do modelo económico ineficiente, baseado no carbono, na extração de recursos, para um modelo mais verde ou mais azul, baseado no uso de recursos mais eficientes, tendo também em conta a capacidade de utilização a longo termo, desses recursos de forma renovável.

A mesma fonte associou a esse dado, também a questão do financiamento e da energia, que permitirá, aos países africanos, conforme analisou, tomar controlo e definir o seu próprio caminho em direcção à industrialização e à almejada transição.

“No que respeita à adaptação, precisamos enfatizar a necessidade de ter recursos, e olhar para a adaptação como se fosse uma oportunidade de desenvolvimento mais sustentável das economias africanas”, sublinhou.

Por seu lado, a directora nacional do Ambiente, Agda de Burgo, alertou pelo facto de que só uma África “unida e consciente”, de que tem condições “mais que comprovadas”, poderá garantir a justa transição das suas economias que “têm enormes potencialidades”, nas vertentes verdes e azul.

“No entanto, hoje, neste mundo globalizado ninguém consegue fazer nada sozinho, mormente em relação ao combate às mudanças climáticas, e à necessária adaptação aos efeitos que já todos estamos a sentir e que estão a pôr em causa todo o nosso esforço de garantir um desenvolvimento sustentável das nossas nações”, observou, esperando que a COP 26, através das suas negociações, consiga ter uma “maior sensibilidade”, relativamente aos desafios do continente africano e dos Pequenos Estados Insulares em desenvolvimento (SIDS).

Por sua vez, a coordenadora residente das Nações Unidas em Cabo Verde, Ana Graça, considerou que é também fundamental passar uma mensagem clara na COP26.

“De que estamos num ponto de viragem crítico na agenda climática, e que África não pode ser deixada para trás. As evidências estão à vista de todos”, disse, soltando o apelo no sentido de que pelo menos 50 por cento (%) do financiamento climático seja destinado à adaptação e resiliência.

“A adaptação climática tem sido a parte mais negligenciada das mudanças climáticas, e urge avançar nesta questão na COP 26”, incitou, parabenizando o Governo de Cabo Verde pela realização desta “importante conferência”, e pela sua “liderança, compromisso e visão para a agenda 2030”.

“As Nações Unidas continuarão juntas, lado a lado, neste combate para o desenvolvimento sustentável”, concluiu.

SC/JMV
Inforpress/Fim

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