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Responsável do Hospital Agostinho Neto considera denúncias do SINETS de “infundadas”

Cidade da Praia, 09 Jan (Inforpress) – O presidente do conselho de administração do Hospital Agostinho Neto considerou hoje “infundadas” as denúncias do SINETS quanto a situação laboral de alguns funcionários e ao bloco operatório, que diz estar a “passar por problemas”.

Júlio Andrade fez essas considerações em declarações à Inforpress quando convidado a comentar as denúncias do presidente do Sindicato Nacional dos Enfermeiros e Técnicos da Saúde (SINETS) na manhã de hoje, na Cidade da Praia.

“Acho que isso é mais uma do sindicato, pois vejamos como é possível que na administração pública uma instituição demite um funcionário sem haver um processo. Isso deve ser ficção do sindicato”, disse, afirmando, por outro lado, que a gestão dos médicos, enfermeiros e técnicos, é feita pela Direcção-geral do Planeamento Orçamento e Gestão do Ministério da Saúde.

Conforme Júlio Andrade, na administração pública não se pode ter funcionários em regime de contrato, pois as admissões são feitas por concurso.

Quanto ao horário de trabalho, em que o sindicato afirma que os funcionários do Hospital da Praia são obrigados a trabalhar uma hora a mais por dia, cinco horas a mais por semana e 20 a 22 horas a mais por mês, Júlio Andrade informou que o horário da função pública é estabelecido na legislação, pelo que nada pode ser inventado.

“O sindicato já apresentou queixa no tribunal e não obteve resposta positiva, que continue a resolver o problema na justiça. Todos os direitos estão contemplados na legislação”, acentuou.

Em relação ao bloco operatório, acrescentou que o hospital da Praia tem “mais de 20 especialidades e centenas de equipamentos”, pelo que é normal que haja avaria de equipamentos.

Nesses casos, explicou, existe uma equipa de manutenção que se ocupa desse trabalho, e, caso não se conseguir consertar, a instituição terá de buscar financiamento para comparar outro equipamento.

“O bloco operatório tem sete salas cirúrgicas e, neste momento, dois equipamentos estão avariados. Estamos a falar de equipamentos que custa cerca de quatro mil contos e que não se consegue comparar de um dia para outro”, disse.

Resistindo a reconhecer de que a falta de equipamento no bloco está a ditar menos cirurgias por dia, Júlio Andrade realçou a necessidade de se enveredar por turnos de trabalho para que as diferentes especialidades possam operar os seus doentes, sem forçar um aumento da lista de espera.

Afirmou ainda que o hospital da Praia está em negociação com os cirurgiões e pessoal do bloco operatório para que se opere por turnos de trabalho, e avançou que tal medida vai ser introduzida no regulamento interno do hospital.

Isso, porque, salientou, não é possível que um hospital com mais de 20 especialidades e mais de 50 cirurgiões ter salas suficientes para trabalhar apenas das 8:00 às 16:00.

“É preciso haver mudanças para que possamos rentabilizar as estruturas, permitir cirurgias mais intensivas e melhor gestão”, concluiu.

PC/AA

Inforpress/Fim

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