Responsável defende mais investimentos na acessibilidade em sítios turísticos já que o sector é motor da economia

Cidade da Praia, 11 Jan (Inforpress) – O coordenador do projecto de Acesso à Cultura em Cabo Verde, Desenvolvimento Turístico e de Representação das Pessoas com Deficiência (Accedere) sugeriu hoje mais investimentos na acessibilidade em sítios turísticos já que o sector é motor da economia.

Joaquim Alves falava aos jornalistas, na cidade da Praia, à margem de uma sessão cultural para sensibilizar e informar a sociedade, operadores e técnicos turísticos sobre o turismo acessível e inclusivo, promovida pela Federação Cabo-verdiana de Associações de Pessoas com Deficiência (FECAD), através do projecto Accedere.

“A maior parte dos turistas, principalmente dos cruzeiros que recebemos, são pessoas idosas e quando temos hotéis e pontos turísticos, assim como museus e outros sítios que têm muita procura dos turistas, se não são acessíveis a tendência é de virem cá e depois não regressarem”, demonstrou.

Conforme mostrou, para que haja um turismo mais inclusivo, o projecto Accedere tem realizado um conjunto de iniciativas como acções de sensibilização e formação junto da sociedade, técnicos e operadores turísticos.

“Um dos constrangimentos que constatámos é nas acções de sensibilização junto dos operadores turísticos, que, normalmente, dizem que as intervenções e adaptações que devem ser feitas têm custos e o retorno não é imediato”, reconheceu, acrescentando que mesmo assim estão a sensibilizar as pessoas que o retorno vem a médio e longo prazo.

De acordo com Joaquim Alves, elaborou-se um estudo em três locais turísticos do País e foram identificados alguns constrangimentos no que se refere à acessibilidade no Palácio da Cultura Ildo Lobo e outros pontos, que precisam de alterações, inserindo rampas de acesso, entre outras medidas.

Segundo avançou, o projecto Accedere pretende construir um passadiço no Forte Real de São Filipe, em Ribeira Grande Santiago, para permitir a circulação de pessoas com deficiência motora, idosos e grávidas.

O projecto Accedere, que teve início em 2017 e termina este ano, foi elaborado e executado pela FECAD, em parceria com instituições portuguesas, como a Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO) e a Associação dos Académicos, Investigadores e Profissionais Especialistas em Políticas Públicas (IGOP).

A iniciativa pretende despertar a sociedade cabo-verdiana através da sensibilização e formação sobre a problemática de acessibilidade e inclusão, assim como alertar os decisores, técnicos e operadores turísticos sobre a importância económica que o turismo acessível e inclusivo desempenha a nível mundial, aumentando com isso, as oportunidades no mercado de trabalho e a inclusão social.

WM/ZS

Inforpress/Fim

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