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Representante das Nações Unidas visita Alto da Glória, um dos bairros mais pobres da capital

 

Cidade da Praia, 01 Jun (Inforpress) – A representante do Sistema das Nações Unidas, Ulrika Richardson-Golinski, deixou hoje o seu gabinete por algumas horas para visitar o bairro de Alto da Glória, um dos mais pobres da Cidade da Praia.

A diplomata, que foi a esta comunidade de assentamentos informais a convite da associação local denominada Abraço, disse, em declarações à Inforpress, que respondeu a um convite que lhe foi formulado por um grupo de jovens daquele bairro, para melhor se inteirar das suas dificuldades.

“Estes jovens reuniram-se na Casa das Nações Unidas e convidaram-me para vir cá ver como têm feito actividades que visam uma melhor coabitação e convivência, utilizando cultura e a riqueza que este bairro tem, que é a juventude”, precisou a representante da ONU.

Para Ulrika Richardson-Golinski, o bairro do Alto da Glória é o exemplo de como uma comunidade pode usar a cultura como meio de “diminuir a violência” na sociedade e, sobretudo, proporcionar momentos de “convívios pacíficos e inclusão social”.

Segundo ela, a sua presença naquela comunidade é, também, para “encorajar” a população a engajar-se e participar na vida do bairro, a fim de evitar que as pessoas caiam em situações que possam piorar ainda mais a vida delas.

“É importante a participação da juventude na vida da sua comunidade”, indicou Ulrika Richardson-Golinski.

Por sua vez, Manuel António Correia, presidente da Associação Abraço, não escondeu a sua satisfação pela visita da representante das Nações Unidas a um dos bairros mais pobres da capital, onde, conforme deixou transparecer “falta tudo” que uma comunidade possa almejar.

“Temos trabalhado numa perspectiva de “djunta mó” (juntar as mãos) para criarmos amizade entre nós, uma vez que não nos conhecemos muito bem”, explicou o líder comunitário.

Neste momento, a prioridade do bairro é a construção de um parque de diversão para os jovens.

“Como podem ver, o nosso campo de futebol serve também para os carros passarem. Quando os veículos se aproximam, somos obrigados a parar a bola e deixá-los passar”, lamentou Manuel Correia, acrescentando que os jovens têm uma “boa vontade” para ajudar no desenvolvimento do bairro.

De acordo com as suas palavras, a visita da representante das Nações Unidas representa uma “grande valia” para o bairro.

“Esta visita realiza-se num dia bastante importante para nós, que é o Dia Internacional da Criança, uma vez que temos aqui muitas crianças”, congratulou-se o presidente da Associação Abraço, queixando-se o facto de nunca uma alta autoridade cabo-verdiana se ter deslocado ao bairro e ver a sua realidade.

“Graças a Deus, ainda somos um bairro tranquilo e sem delinquentes, mas para continuar assim temos que trabalhar”, sublinhou Manuel Correia, que alerta as autoridades para criar as condições, de modo que Alto da Glória continue a ser um “bairro calmo” e que raras vezes chama para o 132, número de emergência da Polícia.

LC/CP

Inforpress/Fim

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