Representante da OMS em Cabo Verde propõe criação de condições para regular o acesso ao consumo do álcool

 

Cidade da Praia, 01 Jul (Inforpress) – O representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Cabo Verde, Mariano Salazar Castellon, sugeriu hoje na Cidade da Praia, que o governo crie condições para regular o acesso ao consumo de bebidas alcoólicas em Cabo Verde.

No seu discurso na cerimónia de comemoração do primeiro aniversário do lançamento da campanha “Menos Álcool Mais Vida”, promovida pela Presidência da Republica, Mariano Castellon defendeu igualmente a necessidade do governo tomar medidas restritivas para publicidade que promove o consumo do álcool e aumentar os impostos sobre os produtos disponíveis no mercado.

A abordagem e o aprofundamento do problema da produção informal e ilícita de bebidas alcoólicas, o estabelecimento de um sistema de monitoramento de avaliação da dinâmica da epidemia, são outros “aspectos cruciais” apontados para reduzir o consumo abusivo do álcool e as consequências económicas e sociais em Cabo Verde.

“Os Estados membros da OMS identificaram políticas e acções mais rentáveis como ponto de partida para definição de políticas e intervenções em contexto nacionais e algumas delas já foram tidas em conta em Cabo Verde”, informou Mariano Castellon.

Entretanto, apelou ao presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, para realçar no diálogo que mantém permanentemente com o governo a necessidade de continuar a investir nos “aspectos cruciais” para redução do consumo abusivo do álcool no país.

Mariano Castellon alertou igualmente para “as consequências que podem ser devastadoras” para um país que tem capital humano como fundamental para o seu desenvolvimento.

“Um dos grandes desafios sobre a produção e o consumo de álcool é que se trata de uma prática enraizada na cultura e aceite pela sociedade cabo-verdiana”, disse o representante da Organização Mundial da Saúde em Cabo Verde.

Segundo Mariano Castellon, “o acesso fácil às bebidas alcoólicas, o envolvimento de adolescentes no consumo do álcool em idade cada vez mais precoce, os constrangimentos na implementação do quadro legal relacionado com a produção, comercialização e consumo” são alguns dos aspectos que fundamentam a preocupação com o fenómeno do consumo prejudicial do álcool em Cabo Verde.

“As consequências negativas na saúde e os acidentes rodoviários, o envolvimento da mulher no consumo abusivo do álcool, as consequências para a saúde em acidentes rodoviários são ainda outros aspectos preocupantes apontados pelo Mariano Castellon.

JL/JMV

Inforpress/Fim

 

 

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