Representante da FAO reitera “firme engajamento” no apoio a Cabo Verde na promoção de uma “melhor governança” dos oceanos

Mindelo, 07 Jun (Inforpress) – A representante da FAO em Cabo Verde renovou hoje “o firme engajamento” da instituição para, junto dos principais parceiros, continuar a apoiar Cabo Verde na promoção de uma “melhor governança” dos oceanos, baseada na ciência e no conhecimento.

Ana Touza, que discursava, em São Vicente, no colóquio sobre os oceanos, iniciativa da Presidência da República, e que decorre durante dois dias sob o lema “A ciência que precisamos para o oceano que queremos”, considerou que esse apoio visa promover políticas inovadoras e aplicação de “boas práticas” de gestão e uso de recursos marinhos, e facilitar o diálogo entre todas as partes envolvidas.

É que, conforme sublinhou, a Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável (2021-2030), proposta pela Organização das Nações Unidas, visa consciencializar a população mundial sobre a importância dos oceanos e mobilizar os actores públicos, privados e da sociedade civil organizada em acções que favoreçam a saúde e a sustentabilidade dos recursos aquáticos.

No caso de Cabo Verde, Ana Touza referiu que se trata de “um exemplo a seguir” já que, em matéria de Economia Azul, governos, sociedade civil e líderes políticos apreenderam o valor da sustentabilidade, mudança, no entanto, precisou, que deve ser reflectida nas políticas nacionais e suportada por “evidências robustas”.

“Daí a importância de melhorar a disponibilidade, a qualidade e o uso de dados nos sectores-chave da Economia Azul”, indicou, antes de destacar um conjunto de contributos da FAO ao País no reforço do conhecimento científico e melhoria da governança do sector das pescas e da Economia Azul.

“Trabalhando juntos podemos atingir a sustentabilidade dos oceanos no século 21 e após, é este o objectivo da Economia Azul, que visa projectar um novo paradigma de desenvolvimento de actividades ligadas ao oceano de forma integrada, sustentável e inovadora”, reiterou Ana Touza.

Num outro ponto do seu discurso, a representante da FAO lembrou que só restam oito anos para se atingir o ODS 14 (conservar e gerir de forma sustentável os recursos dos oceanos) pelo que, lançou, se deve aproveitar o momento e acelerar as acções.

“A governança dos oceanos e o desenvolvimento da Economia Azul são centrais para assegurar a sobrevivência e o bem-estar das gerações actuais e futuras, que são directamente dependentes da saúde e produtividade daqueles que representam mais de 75% da superfície do planeta”, finalizou Ana Touza.

O colóquio sobre os oceanos abarca neste primeiro dia um ciclo de quatro conferências temáticas, enquadradas nos dez desafios da Década do Oceano, exposições sobre as boas práticas na preservação da biodiversidade marinha e costeira, workshops sobre técnicas de reutilização do lixo marinho e sessão de filmes relacionados com os oceanos.

O segundo dia será preenchido com uma campanha nacional de limpeza na orla marítima, com incidência nas praias de mar, coordenada em todo país pela Cruz Vermelha de Cabo Verde e pela Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), em São Vicente, entre outros parceiros.

AA/CP

Inforpress/Fim

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