Representante da FAO diz que sistema alimentar da África tem muitos desafios

Cidade da Praia 29 Out (Inforpress) – A representante da FAO em Cabo Verde, Ana Touza, afirmou hoje que o sistema alimentar da África ainda tem muitos desafios e, para erradicar a fome, a FAO pensa construir sistemas alimentares resilientes e inclusivos.

Ana Touza fez estas declarações durante uma conferência de imprensa realizada esta terça-feira, 29, na Cidade da Praia, para apresentar as conclusões da 31ª Conferência Regional da FAO, que decorreu de 26 a 28 de Outubro, para debater “o impacto da covid-19 em África”.

“Para atingir a fome cedo, a FAO pensa em construir sistemas alimentares resilientes e inclusivos, o que quer dizer que o sistema alimentar da África ainda tem muitos desafios”, afiançou a representante da Organização da Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

Isto porque, segundo Ana Touza, ainda “há muitos países que têm de melhorar a qualidade da distribuição, o acesso ao mercado, à tecnologia e informação”, sobretudo, os países com menor desenvolvimento e os pequenos estados insulares”, destacou.

A responsável acrescentou ainda que o sistema alimentar está sendo o foco da FAO e dos parceiros para que daqui a 2025 possam erradicar a fome.

Por isso, informou, há uma “serie” de compromissos da FAO voltadas a uma melhor inclusão das mulheres e dos jovens.

“As mulheres são o centro da economia das famílias rurais, são produtoras e processadoras de alimentos, trabalham nos mercados, mas tem muita dificuldade para terem acesso à terra, ao financiamento, aos microcréditos, à comunicação e, também, às novas tecnologias”, apontou Ana Touza.

Por este motivo, a representante da FAO declarou que potenciar a capacidade das mulheres e dos jovens, “seguramente”, é um caminho para acelerar o processo de melhoria do sistema alimentar.

Outro foco da FAO, conforme a responsável, é o papel do sector privado, da parceria público-privado com o intuito de desenvolver o sistema alimentar, considerando Touza, que as parcerias são “muito importantes”, sobretudo, para “melhorar” o acesso à inovação e às novas tecnologias.

Ana Touza sublinhou ainda que durante a 31ª conferência da FAO foi debatido o problema nutricional, pelo que, a FAO tem também como foco “melhorar” os aspectos nutricionais e o direito à alimentação saudável.

Referente à pandemia, segundo a representante, a organização tem como compromisso apoiar os países para poderem ter acesso à alimentação saudável.

Contudo, o apelo que a organização faz a todos os parceiros é para fazerem parte de um “programa integrado e multidisciplinar fazendo frente aos desafios da pandemia”, frisou, realçando que este programa já tem atingido recursos para toda a África num valor de 500 milhões de dólares.

A responsável informou ainda que, na sequência da 31ª conferência, no próximo ano vão ter uma cimeira dos sistemas alimentares com foco nos países menos desenvolvidos e pequenos estados insulares, pelo que, em seu entender, todo o trabalho feito na 31ª conferência regional terá uma continuidade, mas o apelo que África está a fazer a todos os parceiros é de apoio técnico e financeiro.

TC/HF

Inforpress/Fim

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