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REPORTAGEM: Um ano após chuvas torrenciais na Praia munícipes continuam preocupados com falta de intervenções no terreno

***Por: Hélio Robalo, da Agência Inforpress***

Cidade da Praia, 12 Set (Inforpress) – Um ano após as chuvas torrenciais na Cidade da Praia que destroçaram habitações e infra-estruturas e provocaram uma vítima mortal, os munícipes continuam preocupados com a falta de intervenções no terreno, por parte das autoridades.

A equipa da Inforpress foi verificar ‘in loco’ a situação nos bairros mais afectados pela chuva de 2020, nomeadamente Pensamento, Jamaica e Safende, locais onde paira ainda muita preocupação por parte da comunidade, que respira medo por falta de intervenções que possam ajudar em situações de emergência.

Em Pensamento, a moradora Potxa, dona de um estabelecimento comercial, mostrou-se indignada pela ausência de obras e outras intervenções que, caso não aconteçam, põem em causa a estabilidade das casas devido às grandes enxurradas.

“Vieram aqui algumas pessoas para ver a zona, mas até agora nenhuma intervenção foi feita a nível das encostas, o que nos preocupa porque sabemos como foi o sofrimento”, explicou.

Por outro lado, revelou que as autoridades procederam à limpeza das valas onde passam as cheias, o que irá contribuir no sentido da água circular com maior facilidade.

Outro morador do bairro, Pólo, como é conhecido, reiterou a importância de uma intervenção urgente nas encostas, justificando ser a parte onde as pessoas ficam mais aflitas com a queda das chuvas.

“É nessa parte quando as cheias descem, não há controle e as pessoas ficam aflitas com a água que entra dentro das cassas”, assinalou.

No bairro da Jamaica, pode-se verificar que a situação ainda é pior, uma vez que há construções nas ribeiras por onde a água das chuvas passa, mas que, entretanto, as pessoas assumem esse risco por falta de condições de um tecto melhor.

“Aqui há muita necessidade, no ano passado muitas pessoas tiveram que abandonar as suas casas devido às chuvas, outras perderam tudo o que tinham”, disse Jason, que vive na localidade por não ter condições de construir uma casa num lugar mais seguro.

Por outro lado, informou que as autoridades já estiveram no local várias vezes, mas ainda nenhuma intervenção foi feita por forma a reduzir o risco de situações mais graves com chuvas fortes.

Logo após a queda das chuvas em Setembro, o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva visitou o local e foi confrontado pelos moradores, que reivindicaram apoios e maior atenção aos mais vulneráveis.

Na ocasião, o chefe de Governo considerou haver necessidade de projectos estruturantes que possam tornar a capital do País mais resiliente nas situações de chuvas e inundações.

Em Safende a indignação é a mesma, principalmente no que tange à falta de intervenções, dado que muitas das casas se situam perto das ribeiras e os moradores anseiam por acções que os protejam de chuvas mais fortes.

Para o morador do bairro José Fernandes, houve uma limpeza da ribeira, mas não é suficiente, porque com as chuvas que se registaram nos últimos dias, vários entulhos ficaram acumulados.

“Nessa parte, já contactamos a Câmara Municipal da Praia para intervir o mais urgente possível, caso contrário poderemos ter situações semelhantes à que aconteceu no ano passado”, frisou.

Da mesma opinião, Tuja que mora numa das encostas, revelou que foi uma das mais afectadas pela chuva de 2020 e está novamente com medo das próximas que poderão cair com intensidade.

“Na minha casa mora uma senhora idosa e cega, se chover com intensidade e a água entrar em casa, como é que ela poderá se deslocar com essa falta de intervenções”, disse.

São vários os bairros que podem ser afectados por fortes chuvas na capital, onde há necessidade de calcetamento e outras medidas de infra-estruturação, locais onde os moradores pedem apoio.

Na sequência do temporal do último ano, a Câmara Municipal da Praia, juntamente com a Protecção Civil e Bombeiros municipais procederam ao realojamento das famílias nas zonas mais baixas da capital do País.

A Cidade da Praia foi muito afectada com as chuvas torrenciais que se verificaram, na qual foi registada a perda de uma vida humana (um bebé), a queda de pontes, ruas alagadas, casas destruídas, carros danificados e levados pelas cheias.

HR/HF

Inforpress/Fim

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