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REPORTAGEM/São Vicente: Regata ARC+ com “bastante impacto” no Mindelo – operadores económicos

*** Letícia Neves, da Inforpress ***

Mindelo, 25 Nov (Inforpress) – Supermercados e restaurantes situados nas imediações da Marina do Mindelo garantem terem sentido “bastante impacto” com a vinda da regata ARC+, que trouxe a São Vicente cerca de 100 veleiros e mais de 400 pessoas.

Proveniente de Las Palmas, nas Canárias, e fazendo a travessia do Atlântico até Santa Lúcia, no Caribe, a regata ARC+ escolheu a Marina do Mindelo como uma das suas paragens e não passou despercebida, pelo menos para os supermercados e restaurantes junto ao litoral.

O responsável do supermercado Mário Mimoso, Macário Sousa, confirma isso mesmo à Inforpress e assegurou que as vendas aumentaram “mais de 10 por cento (%)” na quase uma semana, 15 a 21, em que os veleiros da ARC+ aportaram na ilha de São Vicente pela sétima vez.

“Todos os anos que eles vêm tem sempre impacto, mas este ano trouxeram mais gente, então o movimento foi maior”, disse o gestor, para quem sempre que o Porto Grande tem “um movimento invulgar” acaba também por “dinamizar muito” a economia dentro da ilha.

“É sempre bom ter regatas, se viessem pelo menos quatro vezes por ano seria maravilhoso”, lançou.

O proprietário da Casa Café Mindelo, João Monteiro, também queria ver mais regatas a escalar a Marina do Mindelo, até porque é um “turista bem diferente” daqueles que vêm nos cruzeiros com pacotes “tudo incluído”.

“É um turista diferente, porque vêm para gastar e procuram produtos de qualidade. Estão muito tempo no mar e com algumas limitações, então quando chegam à terra querem um pouco mais de luxo e conforto e não têm medo de pagar para isso”, assinalou João Monteiro, acrescentando que o seu restaurante, com a regata, teve a casa cheia todos os dias das 09:00 às 23:00.

Procura que, segundo a mesma fonte, fez aumentar as vendas entre 20 a 30%, e consequentemente o stock, inclusive de produtos como lagosta, garoupa, vinhos e outros.

“Eles são turistas exigentes, mas que consomem, diferentes daqueles de cruzeiros, que compram muito pouco e às vezes só ocupam das mesas para beneficiar de internet gratuita”, assinalou João Monteiro, que disse ser a vinda de regatas “muito boa” para o comércio local.

A mesma opinião é sustentada pela chefia do supermercado Fragata Central, na Avenida 5 de Julho, para quem o impacto da regata começou logo no segundo dia da chegada.

José Manuel Fortes e Balbina Barbosa referiram à diferença que notaram nas vendas no sábado à tarde, que costumam ser “muito fracas”, mas que aumentou “mais de 100%” em relação a outros dias.

“Às vezes apenas um barco fazia compras entre 70 a 100 mil escudos”, exemplificou José Manuel Fortes, destacando o serviço prestado pela loja com a entrega dos carrinhos de compra na própria Marina.

“Chegamos a levar entre quatro a cinco carrinhos cheios de compra para um único veleiro”, disse este responsável, enumerando produtos como água, refrigerante, cerveja, sumo, queijos, pães e leite.

Tipos de alimentos consumidos por estes visitantes que, segundo a mesma fonte, “não discute preços, mas sim, quer é encontrar os produtos”.

Desta forma, um “grande impacto” sentido principalmente pelo restaurante Nautilus, que se situa logo cara-a-cara com a Marina do Mindelo e, que, segundo o director Luca Bolondi, até teve “problemas” para dar vazão a tanta demanda.

O gerente considerou terem elevado as vendas em “mais de 20%” com esta regata, que “elevou muito” a economia local e com “resultados bem impactantes”.

A anfitriã, a Marina do Mindelo, garantiu, por seu lado, que a primeira impressão passada pelos velejadores é “muito boa”, embora o “feedback completo” só poderá ser conhecido quando os barcos voltarem ao ponto de partida, nas Canárias.

Segundo a directora de Operações Gerais, Jaqueline Gomes, os clientes mostraram-se “bem satisfeitos” com os serviços prestados na ilha, uma vez que “além da tranquilidade e da calmaria, procuram também por serviços”.

E nestes estão incluídos aqueles fornecidos pela própria Marina, como restaurante, combustível, peças e manutenção dos barcos, como também externamente, com outros restaurantes, supermercados, manutenção de frigorífico e ar condicionado, lavandaria, mecânicos e carpinteiros.

Serviços que, conforme a mesma fonte, foram “muito requisitados” pelos barcos do ARC+ e mais cerca de 20, que individualmente decidiram seguir a regata.

Contudo, nem tudo são rosas, sendo que factores climáticos como o vento e ondulações provocaram algumas reclamações quanto ao barulho e dificuldades de adormecer.

Jaqueline Gomes asseverou sempre tratar-se de factores alheios à marina, mas que poderiam ser “minimizados”, por exemplo, com a construção de um pontão de betão, em vez de madeira.

Um investimento que a empresa neste momento não está em condições de fazer, continuou, mas que poderia ser “mais viável” se tivessem apoio das autoridades.

O director do restaurante Nautilus, por seu lado, apontou entre os “poréns” a “falta de coordenação” com o staff da regata para reserva de mesas e comunicação do número de pessoas antecipadamente para se conseguir prestar um “melhor atendimento”.

Algo que, ajuntou, foi “bem diferente e muito mais organizado” com a regata ‘Rally des Îles du Soleil’, que esteve no Mindelo de 08 a 15 e vinda de França com 23 veleiros, que até permitiu fazer a arrecadação de um donativo, juntamente com a empresa Cafés de Cabo Verde, que vai doar 10% do montante de cafés vendidos neste período à Escola Valentina Lopes da Silva, nesta segunda-feira.

LN/AA/ZS

Inforpress/Fim

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