REPORTAGEM/Santa Catarina: Artesãos sonham com o dia em que vão ter um espaço de “exposição permanente” (c/áudio)

Assomada, 18 Out (Inforpress) – O “Espaço do Artesão” em Assomada, Santa Catarina, foi idealizado para ser um espaço para exposições e venda permanente de produtos diversos do artesanato e os artistas anseiam pelo dia que este sonho vai se tornar realidade.

O espaço, situado na Zona Pedonal de Assomada, em Santa Catarina, no interior de Santiago, foi inaugurado a 18 de Novembro de 2018, e tem recebido feiras temáticas, sobretudo por altura das festividades do dia da cidade de Assomada (13 de Maio) e do dia do município e santa padroeira, Santa Catarina (25 de Novembro).

“O nosso sonho é termos um espaço para exposições e venda permanente de produtos diversos do artesanato, desde olaria, cestaria, rendas, bordados, bijuteria passando por artes em cabedal, mas este sono e esperança estão quase a morrer de tanta espera”, contaram à Inforpress as artesãs Carolina Rodrigues, Luísa Garcia Fernandes e Maria dos Anjos “Fatinha”.

Para estas três artesãs, entrevistadas pela Inforpress, no Dia Nacional da Cultura e das Comunidades, assinalado hoje, sob lema “Cultura para o futuro”, para que possam ter um rendimento, dinamizar e dar a conhecer o artesanato nacional têm que ter um espaço a condizer, que aliás, lembraram, é uma promessa da própria edilidade local.

As mesmas, que dedicam à renda, bordados, costura, bijuteria, doces e entre outros produtos lembram que o “Espaço do Artesão” já foi visitado por várias personalidades ligadas à Cultura, que é considerado o primeiro de Cabo Verde, mas, que, no entanto, segundo elas, carece de ‘stands’ como prometido.

“Se o espaço estivesse conforme o prometido, ou seja, com os ‘stands’ montados, não íamos ficar em casa em época das chuvas”, lamentaram, informando que têm improvisado um espaço para venda e exposição dos produtos artesanais na varanda do Centro Cultural Norberto Tavares, em Assomada, ao lodo do referido espaço.

Sobre os ‘stands’ montados pela edilidade santa-catarinense por alturas das feiras temáticas, conforme alegaram “não têm condições e não estão preparados para a época das chuvas”.

As três mulheres, que vivem do artesanato acreditam que tendo um espaço para produção, exposições e venda permanente, além de terem um rendimento iam criar novos postos de trabalho.

Na ocasião, Carolina, Luísa e Fatinha como são conhecidas, dizem esperar ainda que o selo, o novo estatuto e o cartão do artesão, cujos passos já foram dados, sejam efectivados.

Na mesma linha de ideia, o artesão Beto Diogo do ateliê com o mesmo nome, não obstante ter um carro transformado em um espaço de produção, exposição e venda dos seus produtos de arte em cabedal, não tem dúvidas que a efectivação do Espaço do Artesão vai ser uma mais-valia para os artesãos santa-catarinenses.

“Hoje, Dia Nacional da Cultura e nosso dia, não pedimos nada, mas, esperamos que as promessas e as políticas para a área do artesanato, designadamente o novo estatuto, selo e cartão do artesão efectivam em pleno”, vaticinou Beto Diogo, que em parceria com outros artesãos organizam uma feira para não deixarem a efeméride passar em branco neste município do interior de Santiago.

O artista almejou ainda que os artesãos possam conseguir triunfar, tendo em conta que, segundo ele, o artesanato é um sector importante para economia do país, ou seja, contribui muito para o Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Daí, pediu a todas as câmaras municipais para criarem condições e estruturas, sobretudo um espaço para exposições e venda permanente de produtos diversos do artesanato e para que deem as suas contribuições para a cultura de uma forma geral.

Em Santa Catarina, informou que não têm uma associação, mas sim, um grupo organizado de artesãos que organizaram feiras temáticas no Espaço do Artesão, que reclamou deveria ser um espaço com ‘stands’ montados de forma permanente.

Na ocasião, assim como os demais expositores, o artesão aproveitou para convidar os santa-catarinenses a visitarem os ‘stands’ conhecerem os seus produtos e dinamismo, defendendo que os artistas não devem ficar à espera das autarquias e do Governo para promoveram feiras.

FM/CP

Inforpress/Fim

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