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REPORTAGEM/Covid-19: Costureiros de Santa Catarina apostam na produção de máscaras para vencer a crise

***Por Feliciano Monteiro, da Inforpress***

Assomada, 29 Mai (Inforpress) – Em Assomada, Santa Catarina, as pessoas já estão a cumprir o decreto-lei do uso obrigatório de máscaras e isso obrigou os costureiros a “reinventarem” os seus negócios em tempos de crise, apostando na confecção desse novo acessório.

Desde segunda-feira, 25, entrou em vigor o decreto-lei que estabelece a utilização de máscaras em todos os serviços de atendimento público enquanto medida de protecção adicional ao distanciamento social, à higiene das mãos e à etiqueta respiratória.

É nesse sentido, que pensando em não parar de trabalhar, a maioria dos costureiros do município de Santa Catarina estão apostando na produção de máscaras de pano para gerar renda, em tempos de crise provocada pela covid-19 e garantem que cumprem todas as recomendações das autoridades na produção desses acessórios de protecção.

Hiliano Veiga e Mamadou Seye são exemplos de costureiros que adaptaram os seus negócios em tempos de crise para atender a essa demanda de pessoas que estão à procura de máscaras faciais, após a entrada em vigor do decreto que obriga o uso desse acessório, que também funcionam como barreiras físicas, diminuindo o risco de contaminação da covid-19.

“O que me levou a apostar na confecção é a dificuldades que as pessoas têm tido em encontrar as máscaras, tendo em conta que temos que importá-la e com a produção nacional estaria a ajudar nessa luta contra a propagação do vírus”, explicou à Inforpress o jovem empreendedor Hiliano Veiga.

Na mesma linha de ideias, o costureiro senegalês Mamadou Seye acredita que, além de ter de volta o seu rendimento perdido durante a vigência do estado de emergência, está a dar a sua contribuição no combate a essa pandemia.

Ou seja, os entrevistados da Inforpress afirmaram que a confecção das máscaras comunitárias foi uma forma que encontraram para “debelar a crise” provocada pela covid-19 e para que os seus negócios não ficassem paralisados.

Se por um lado Mamadou produz e vende na sua alfaiataria, o jovem natural de Ribeira da Barca com alfaiataria em Assomada, Hiliano Veiga, vende as máscaras a outras pessoas para que estas possam também encontrar “um ganha-pão” perdido por causa da pandemia.

Entretanto, ambos foram unânimes em afirmar que os investimentos previstos para este ano, referindo-se a novas máquinas de costuras e entre outros equipamentos, vão ser adiados para os próximos tempos, tendo em conta o momento difícil que o País atravessa.

“Os projectos que tinha para o meu negócio para este ano vão ser todos adiados para os próximos tempos. Neste momento, todos os investimentos têm que ser pensados e acautelados”, exteriorizou Hiliano Veiga.

Além da confecção das máscaras comunitárias, os entrevistados da Inforpress, adiantaram que vão continuar a fazer reparos nas roupas e confeccionar novas, mas, no entanto, confessam que tem a havido pouca procura por estes serviços.

Daí, segundo eles, esta aposta na confecção de máscaras, que passaram a ser um novo acessório, tendo em conta que o vírus não vai acabar tão cedo e que as pessoas vão ter que conviver com o mesmo.

Os novos acessórios disponíveis em vários modelos e cores, tanto para adultos e crianças estão a ser vendidos entre 100 a 200 escudos e 80 escudos, respectivamente.

Em Santa Catarina, antes do uso obrigatório das máscaras, as pessoas já estavam a utilizar este novo acessório, mas, nos últimos dias multiplicou-se o número de usuários, sobretudo das comunitárias.

Numa ronda pela cidade de Assomada, a Inforpress constatou que as instituições públicas e privados estão a cumprir na íntegra o decreto-lei sobre o uso obrigatória de máscaras, aliás, a própria população já está consciencializada sobre o seu uso.

Por outro lado, a Inforpress contactou as três farmácias do município de Santa Catarina (Santiago), sendo duas em Assomada e uma em Achada Falcão, que asseguraram que, de momento, estão disponíveis quer as máscaras comunitárias quer as descartáveis.

As comunitárias estão sendo vendidas a preços diferentes, por exemplo, na farmácia de Achada Falcão está a ser vendida a 235 escudos, nas de Assomada numa a 420 e 375, e noutra a 420 e 235.

Já as descartáveis, na de Achada Falcão a 103 escudos, e nas de Assomada a 100 e 110.

Em relação ao álcool gel, apenas uma farmácia de Assomada tem, mas de cinco litros. Mas, acreditam que ainda hoje vai estar nas prateleiras.

Se o álcool gel continua a ser um dos produtos que auxiliam na prevenção da covid-19 mais procurados pelas pessoas nas três farmácias do município de Santa Catarina, no interior de Santiago, o mesmo não está a acontecer com as máscaras, sobretudo as comunitárias.

A pouca saída das máscaras comunitárias, conforme apurou a Inforpress deve-se ao facto de as máscaras comunitárias estarem a ser vendidas a um preço acessível nas alfaiatarias.

FM/ZS

Inforpress/Fim

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