Renaldo Rodrigues admite que há muito trabalho a ser feito em prol da segurança humana

Cidade da Praia, 13 Out (Inforpress) – O presidente do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB), Renaldo Rodrigues admitiu hoje que há muito trabalho a ser feito em prol da segurança humana, mas apela à população para continuar a colaborar com as autoridades.

Em declarações à Inforpress, no âmbito do Dia Internacional para Redução de Riscos de Desastres, que se assinala nesta terça-feira, Renaldo Rodrigues disse que “apesar dos esforços que têm sido feitos, depara-se que ainda há muito trabalho a ser feito”.

Há muitas pessoas a viverem em zonas de risco, com habitações em encostas, pessoas com construções em ribeiras e linhas de água, apontou o presidente realçando que recentemente teve exemplo que se deve ter “mais cautela com a segurança humana”.

As últimas chuvas torrenciais, recordou, deixou marcas e sinais de alerta de que se deve adequar o nosso modo de vida àquilo que a natureza nos oferece tomado atitudes preventivas e sobretudo evitar a exposição “desnecessária” a riscos.

De acordo com uma nota de imprensa enviada à Inforpress, o principal foco desse dia está no impacto que os desastres têm na vida e no bem-estar das pessoas, considerando que estes podem ser evitados se houver estratégias de redução do risco de desastres em vigor, para gerenciar e reduzir os existentes níveis de risco e evitar a criação de novos riscos. Isso significa “boa governança de risco de desastres”.

Para o ano 2020, lê-se na nota, a Organização das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (UNDRR) adoptou, no âmbito do Quadro de Acção de Sandai 2015-2030, a meta E “incrementar consideravelmente o número de países com estratégias nacionais e locais para a redução de riscos de desastres”.

“Com uma mensagem e alerta sobre a importância de que os desastres podem ser evitados e prevenidos através da adopção de estratégias e políticas que visam gerir e reduzir os níveis de riscos existentes, assim como evitar a criação de novas situações de risco”, diz o documento.

Neste sentido, continua o comunicado, foi aprovado pelo Governo, em 2018, a Estratégia Nacional para Redução de Riscos de Desastres (ENRRD), que responde a necessidade de um quadro orientador que norteie todas as intervenções prévias e futuras sobre redução de riscos de desastres no país.

A ENRRD, de acordo com a mesma fonte, proporciona um quadro efectivo para gerir os riscos, prevenir os desastres, minimizar os danos e as perdas associadas e evitar a criação de novos riscos, através do estabelecimento de mecanismos institucionais e o reforço das capacidades para planear e implementar a redução de riscos de desastres em prol da construção da resiliência da nação cabo-verdiana.

De acordo com a nota, foi igualmente aprovado o quadro de recuperação pós-desastre (QRPD), que visa fornecer orientações ao Governo e seus parceiros após a ocorrência de um desastre sobre como conduzir o planeamento e a gestão de um processo de recuperação resiliente.

A ENRRD abrange sete áreas de intervenção prioritária, nomeadamente, melhorar a compreensão dos riscos de desastre, reforçar a governação dos riscos de desastres, a integração da redução de riscos no planeamento do desenvolvimento e no planeamento e gestão sectorial.

De entre as sete áreas de intervenção estão também o financiamento da redução de riscos de desastres e protecção financeira perante os riscos de desastres, a mitigação dos riscos de desastres e adaptação às mudanças climáticas, a preparação para os desastres e gestão da resposta e recuperação pós-desastre resiliente.

TC/HF

Inforpress/Fim

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