Remoção do navio Soby: Autoridades priorizam retirada da carga para facilitar acesso ao tanque de combustível

 

Mindelo, 19 Abr (Inforpress) – O plano inicial dos trabalhos de remoção do navio Soby do Porto Grande do Mindelo sofreu uma ligeira alteração, priorizando agora a retirada das cargas existentes no navio, para facilitar o acesso ao tanque de combustível.

A informação foi avançada hoje em conferência de imprensa pelo capitão dos portos do Barlavento, António Duarte, que explicou que inicialmente a ideia era retirar, em primeiro lugar, o combustível, mas tal não foi possível, por questões de segurança, devido ao estado de desarrumação do porão do navio.

Ao terceiro dia dos trabalhos de remoção do navio, o capitão dos portos do Barlavento, assegurou que na tarde desta terça-feira, os mergulhadores da empresa espanhola UCS, responsável pelos trabalhos, recuperaram o primeiro tractor do navio, um caminhão DAF, o que facilita agora o trabalho, tendo em conta a melhoria da mobilidade dos mergulhadores dentro da embarcação.

Neste momento, assegurou António Duarte, vai-se dar continuidade à retirada da carga, até ter acesso livre ao tanque de combustível e à medida em que os trabalhos vão-se evoluindo poderá haver pequenos reajustes no plano inicial.

No interior do navio, ainda estão mais um tractor e mais seis contentores de 20 pés com cargas diversas, segundo as informações avançados pelos responsáveis da companhia Oceano Made, e que poderão ser confirmadas no final dos trabalhos.

Vários produtos, como água engarrafada que está no interior de alguns contentores, ainda deverão sair intactos e ser recuperados, conforme afirmou António Duarte, que aponta outros equipamentos que podem ser ainda recuperados mediante o valor que o proprietário queira investir na sua reparação.

Quanto à retirada das cerca de três toneladas de combustível existentes no interior do navio, o responsável dos portos do Barlavento assegura que não há qualquer risco de derrame uma vez que todo o produto que se encontra no interior do navio está protegido em tanques devidamente compartimentados e se houvesse algum risco, sustenta, já tinha, certamente, vindo à tona.

Os especialistas continuam com o mesmo optimismo, quanto ao prazo de execução dos trabalhos, mas o que acontece é que devido à agitação do mar, nos últimos dias, criou-se uma camada de área à volta do navio o que poderá criar uma certa resistência no momento de endireitar o navio.

Apesar deste pequeno constrangimento, o capitão dos portos do Barlavento assegura que o prazo para a conclusão dos trabalhos continua o mesmo, ou seja, 14 dias a contar a partir desta segunda-feira 17.

EC/ZS

Inforpress/ Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos