Relatório sobre índice da liberdade de imprensa é reconhecimento da comunidade internacional – MpD (c/áudio)

Cidade da Praia, 22 Abr (Inforpress) – O secretário-geral adjunto do MpD, Carlos Monteiro, disse hoje que o relatório dos Repórteres Sem Fronteiras (RSF) que indica a subida de Cabo Verde de quatro pontos no índice da liberdade de imprensa é reconhecimento da comunidade internacional.

Reagindo em conferência de imprensa sobre o relatório que coloca Cabo Verde no 25º lugar em termos de liberdade de imprensa, o secretário-geral adjunto do Movimento para a democracia (MpD, poder) defendeu que este resultado é o reconhecimento da comunidade internacional, apesar de no país a oposição esteja a fazer “um ruído feroz para tentar descredibilizar e desestabilizar no intuito de eventuais ganhos políticos, efémeros e irreais.”

Carlos Monteiro salientou que, no relatório, Cabo Verde está à frente de “importantes” países da Ásia como o Japão e a Correia do Sul, da Europa como Espanha, Itália, França, Grã-Bretanha ou da América tais como Estados Unidos, Argentina e Brasil e que em África o país está apenas no segundo lugar precedido de Namíbia.

“Não é o MpD a dizer, mas sim, reconhecidas e prestigiadas instituições internacionais a avaliar, sendo que o mínimo que se esperaria da oposição interna seria o respeito e o reconhecimento destas conceituadas instituições”, destacou o SG adjunto do MpD que também lembrou que o The Economist classificou Cabo Verde na 26ª posição no índice de democracia e a Freedom House colocou o país na pontuação 90  em termos de liberdades civis e direitos políticos.

Segundo Carlos Monteiro, o Código de Ética da Rádio Televisão cabo-Verdiana (RTC) que, na sua óptica, “foi   usado como arma de arremesso político”, apesar de ser referido no relatório, “não teve qualquer impacto negativo na avaliação do país”, porque ao invés de “degradar como a oposição vaticinava, Cabo Verde melhorou quatro posições”.

Para Carlos Monteiro esta melhoria deve-se ao trabalho de todos os jornalistas e dos stakeholders que fazem parte da imprensa em Cabo Verde. “Em termos económicos estamos na causa, mas em termos de liberdade Cabo Verde está a ombrear com os melhores países do mundo e temos apenas 24 países à nossa frente”, enalteceu.

O político garante que o Governo deseja que “não houvesse auto-censura e que a liberdade de imprensa em Cabo Verde seja cada vez mais plena possível”, mas sublinhou que é difícil ter medidas governamentais para combate-la tendo em conta que ela é cometida pelo próprio jornalista.

Sobre o facto de o relatório referir que até agora é o Governo que faz a nomeação das chefias dos órgãos públicos da comunicação social e que motivou a Associação Sindical do Jornalistas de Cabo Verde (AJOC) a pedir um novo modelo de governança e de gestão, da RTC e da Inforpress, Carlos Monteiro assegurou que esta questão está a ser trabalhada “numa ampla reforma” para o sector da comunicação social.

“O ministro da tutela está a trabalhar numa ampla reforma. Por enquanto tem sido nomeada a administração desses órgãos pelo Governo, mas os jornalistas são totalmente livres e nós tencionamos cumprir os nossos compromissos”, disse, lembrando que o Governo ainda vai a tempo de cumprir o compromisso que fez nas eleições de criar um novo modelo para a escolha dos dirigentes dos órgãos públicos de comunicação social.

CD/ZS

Inforpress/Fim

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