Reitora da Uni-CV descarta rivalidade com o Centro de Capacitação e Formação Profissional dos Órgão

São Jorge, 13 Jun (Inforpress) – A reitora da Universidade de Cabo Verde, Judite Nascimento, afirmou hoje que a oficialização da parceria com o Centro de Capacitação e Formação Profissional dos Órgão (CCFPO) mostra, na prática, o contrário da ideia de competitividade que se difunde.

Judite Nascimento fez tais declarações à margem do acto de assinatura do protocolo, enquadrado nas cerimónias de comemoração do quarto aniversário do Centro de Capacitação e Formação Profissional dos Órgão em São Jorge, interior de Santiago.

‟Não existe em termos institucionais essa competitividade, existe complementaridade. Ambos não podem competir visto que temos missões e, sobretudo, público-alvo diferente” observou.

Para a reitora, esta parceria é culminar de um processo que já é realidade, visto que, os jovens formados têm a oportunidade de chegar à universidade. Contudo, afirmou que conhece ‟vários” estudantes que ingressam à universidade com diploma equiparado ao 12º ano atribuído pelo IEFP.

‟Acabam por elevar o seu nível de qualificação, alguns deles equiparados ao 12º ano, e estes vão conseguir uma janela para acederem, também, ao ensino superior e a universidade está de porta aberta para o ingresso” frisou.

Segundo a mesma fonte, o curso de engenheira química e engenheira alimentar, são duas áreas direccionadas à complementaridade, que é inerente à própria missão dessas duas instituições.

‟Nós devemos contradizer a tendência de transformar essas duas instituições em instituições rivais, porque, somos irmãos e cumprimos uma missão muito digna, a valorização das pessoas, elevação de auto estima e criação de valores nas pessoas e para o nosso país” enfatizou.

Judite Nascimento assegurou que a formação profissional é “tão importante” como a universitária. Sustentando que não existem países que tenham desenvolvimento sustentável, se não apostar no ‟saber fazer e na rapidez” com que a pessoa consegue romper o ciclo da pobreza.

Por seu turno, Agnaldo Borges frisou que esta parceria é o caminho que têm programado para os formandos após a formação no centro, sendo este, o ‟ponto forte” do centro.

‟Sozinhos não vamos conseguir dar grandes passos em Cabo Verde, e a procura de parceiros a nível das universidades, nos ajuda a dar complementaridade nas formações profissionais” salientou.

VC/ZS

Inforpress/Fim

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