REFLOR-CV capacita associações comunitárias para transformação da produção de plantas em actividade geradora de rendimento

Cidade da Praia, 15 Fev (Inforpress) – O projecto REFLOR-CV realiza, de hoje até 20 de Fevereiro, uma formação em produção de plantas florestais, agroflorestais e endémicas e gestão de viveiro florestais, destinada aos membros de quatro associações comunitárias da região de Santiago Norte.

A formação beneficia quatro associações designadamente Figueira das Naus e Entre Picos de Reda, de Santa Catarina, e Faveta e Achada Leitão, de São Salvador do Mundo, ao abrigo do protocolo com o projecto.

A mesma está a ser ministrada pela engenheira Helena Delgado e visa capacitar os formandos de modo a fazerem da produção de plantas em viveiro uma actividade geradora de rendimento.

“Portanto vamos dotar os formandos de conhecimentos teóricos e práticos e técnicas de produção desde a identificação, a colheita e o tratamento das sementes e ver as plantas mais adaptáveis a cada uma das localidades ou cada uma das regiões agro-ecológicas”, disse a engenheira, indicando que o trabalho vai ser feito sobretudo com as plantas endémicas e indígenas de Cabo Verde.

Por outro lado, Helena Delgado indicou que se vai trabalhar também na questão da planificação e gestão das actividades do viveiro, já que, conforme frisou, muitos dos formandos já fazem esse trabalho de forma empírica.

“Portanto neste momento vamos aproveitar os conhecimentos práticos, empíricos que eles têm, transmitir-lhes alguns conhecimentos técnico-científicos e levá-los a aprimorar o trabalho que já vêm realizando por forma a obter no fim um produto com melhor qualidade”, explicou, salientando que o objectivo é tornar a produção mais sustentável.

A formação, que decorre no viveiro de Achada Falcão em Santa Catarina, está dividida em duas sessões, beneficiando um total de 22 pessoas, na sua maioria mulheres.

Reforço da Capacitação e Resiliência do Sector Florestal em Cabo Verde (REFLOR-CV) é um projecto do Ministério da Agricultura e Ambiente, financiado pela União Europeia e em execução pela FAO que também financia.

O principal objectivo é aumentar a resiliência e a capacidade de adaptação para enfrentar os riscos adicionais colocados pelas mudanças climáticas na desertificação e degradação da terra em Cabo Verde.

Os grupos-alvo directos são mulheres, homens e jovens proprietários e agricultores das zonas rurais que vão beneficiar da transferência de conhecimento e tecnologia sobre o estabelecimento e gestão das florestas plantadas.

O projecto está a ser implementado em Santiago, Fogo e Boa Vista, sendo a área prevista de intervenção/(re)florestação de mais de 800 mil hectares nas três ilhas.

MJB/ZS

Inforpress/fim

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