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Reflor-CV aponta agro-florestação como caminho para o futuro na promoção da resiliência ambiental

Cidade da Praia, 22 Nov (Inforpress) – A coordenadora nacional do projecto Reflor CV destacou hoje a necessidade de mudança de mentalidade sobre a importância da agro-florestação, pois este sistema “é o caminho para o futuro” que contribuirá na construção e promoção da resiliência ambiental.

Luísa Morais fez estas afirmações à imprensa, à margem da cerimónia de abertura da formação em agro-florestação, que se iniciou hoje e termina no dia 26, na vertente teórica, e com a previsão da realização da parte prática de 29 do corrente a 03 de Dezembro.

Segundo esta responsável, a formação tem como finalidade ajudar os participantes a aumentar os seus conhecimentos, competências e experiência no desenvolvimento agro-florestal, promover a compreensão e as suas competências básicas necessárias para apoiar os agricultores no desenvolvimento de práticas agro-florestais eficazes e eficientes.

A acção de capacitação, que reúne técnicos do Ministério da Agricultura e especialistas de quatro países da costa africana, realiza-se no âmbito do projecto “Reforço da capacidade de adaptação e resiliência do sector florestal em Cabo Verde” (Reflor-CV), a FAO e o Ministério da Agricultura e Ambiente, em parceria com a Associação Amigos da Natureza.

“Estão aqui especialistas de quatro países da costa ocidental africana, Senegal, Burkina Faso, Mali e do Níger,  para partilhar os seus conhecimentos connosco e é um domínio que cada vez mais vai ter mais importância para o País, porque do ponto de vista de orientações de política sectorial cada vez mais vamos enveredar pelo caminho da agro-florestação”, afirmou.

Conforme realçou, o domínio do conceito e das práticas relativamente a agro-florestação irá contribuir para o processo da construção de resiliência as alterações climáticas, realçando que agro-florestação é a melhor forma de se aproveitar os parcos recursos que o país dispõe.

“Agro-florestação é o futuro no sentido de que é a melhor forma de nós aproveitarmos quer os parcos recursos em solo que nós temos, quer os parcos recursos em água e porque é uma actividade que nos torna mais resilientes. Quando enveredamos pela agro-florestação temos mais hipóteses de ter produção e produtividade e de tornar as nossas paisagens mais resilientes com a presença das árvores”, declarou.

Apesar do aumento da consciencialização sobre o papel que as arvores desempenham nos ecossistemas, Luísa Morais defendeu a necessidade de “mudança de paradigmas” sobre a importância da agro-florestação.

Reconheceu ainda que não obstante as várias técnicas que vêm sendo introduzidas, a prática, segundo frisou, ainda não é sistemática, daí a necessidade de se apostar nas acções de formação dos técnicos de forma a se atingir os objectivos traçados.

Apontou, por outro lado, a problemática da água e a questão do aproveitamento e conservação do solo, que é um recurso que ao seu ver é escasso, uma vez que Cabo Verde só tem 10% de solo arável, como os principais desafios da agro-florestação.

Reflor-CV é um projecto do Ministério da Agricultura e Ambiente, financiado pela União Europeia e em execução pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

O principal objectivo é o de aumentar a resiliência e a capacidade de adaptação para enfrentar os riscos adicionais colocados pelas mudanças climáticas na desertificação e degradação da terra em Cabo Verde.

Tem uma meta de alcançar, nos próximos três anos, cerca de 800 hectares (área correspondente a 800 campos de futebol) em termos de novas áreas arborizadas e plantadas e com espécies mais adaptadas para a construção da tão desejada resiliência.

CM/AA

Inforpress/Fim

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