Reestruturação do INDP é prioridade do roteiro de reorganização do sector da economia marítima – responsável

 

Mindelo, 18 Jul (Inforpress) – O director nacional da Economia Marítima nomeou hoje a reestruturação do Instituto Nacional de Desenvolvimento das Pescas (INDP) como a “prioridade das prioridades” do roteiro para a reorganização de todo o sector da economia marítima.

Carlos Évora falava hoje à imprensa, no Mindelo, no segundo de dois dias do ateliê de validação do relatório final sobre a reforma do quadro institucional do Ministério da Economia e Emprego, que trabalhou em três vertentes.

A primeira debruçou-se sobre a investigação científica, em que foi sugerido a reorganização/reestruturação do INDP, a outra sobre a boa governação do sector das pescas e da economia marítima, com base no princípio da sustentabilidade, e a terceira relacionou-se com o desenvolvimento das comunidades piscatórias, o uso dos recursos e a comercialização, entre outros.

Em relação ao INDP, Carlos Évora indicou que, com a inauguração do Centro Oceanográfico do Mindelo, prevista para o dia 14 de Novembro, e sua entrada em funcionamento, o instituto deverá estar já reorganizado como uma instituição vocacionada para a investigação oceanográfica, investigação haliêutica e na área da aquacultura.

“Hoje estabelecemos o roteiro para a realização/concretização dos diagnósticos, dos estudos, das propostas e decisões que teremos que tomar relativamente à reorganização do todo o sector da economia marítima”, concretizou a mesma fonte, com enfoque, lançou, na pesca e na aquacultura.

Na reforma do quadro institucional do Ministério da Economia e Emprego, ainda segundo Carlos Évora, a Escola do Mar é “um desígnio” que deve ser levado à prática “o quanto antes”,  uma forma, sustentou, de “dar importância muito especial” à formação de marítimos, marinheiros e pescadores, para além de outras classes intervenientes no sector.

Em relação à gestão das comunidades piscatórias, o responsável indicou que os estudos apontam uma “mudança estrutural” na intervenção, “sobretudo no aspecto social”, para a “valorização” dos produtos e o aumento dos rendimentos dos intervenientes no processo, tanto a jusante como a montante da pesca.

Da mesma forma, indicou, as conclusões apontam para a valorização da exploração da Economia Azul, que se relaciona com o “bankering”, a sustentabilidade da exploração dos recursos, as novas energias, os transportes, a reparação naval, o turismo sustentável, ou seja, concretizou, a Direcção-Nacional da Economia Marítima “está ciente” desses princípios e as discussões no sentido do aproveitamento desses recursos.

Questionado sobre um prazo para se conhecerem os resultados na prática, Carlos Évora respondeu que os resultados surgem na sequência dos investimentos, e o que têm “de concreto” neste momento é um financiamento do Banco Africano do Desenvolvimento (BAD) para a realização de estudos de investimentos na área da Economia Azul.

“Até o final do ano é provável que tenhamos os resultados dos estudos concluídos para se abalançar nos investimentos a ser feitos”, concluiu.

No âmbito deste ateliê de validação do relatório final sobre a reforma do quadro institucional do Ministério da Economia e Emprego, o representante da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) em Cabo Verde garantiu a continuação do “apoio firme” ao arquipélago no seu esforço para tornar o Crescimento Azul no motor da economia cabo-verdiana.

AA/CP

Inforpress/Fim

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