Reedição de livros clássicos é o reconhecimento das obras pela sua qualidade – presidente da ACL

Cidade da Praia, 12 Fev (Inforpress) – O presidente da Academia Cabo-verdiana de Letras (ACL), Daniel Medina, disse hoje que a reedição de livros clássicos é o reconhecimento das obras pela sua qualidade, que contam a história do País.

Daniel Medina fez esta intervenção à imprensa, à margem do lançamento da reedição do livro “Noite de Vento” de Aurélio Gonçalves, no âmbito do programa reedição dos clássicos, organizado pelo Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, através da Biblioteca Nacional de Cabo Verde.

O responsável avançou a iniciativa do Ministério da Cultura na recuperação deste clássico e de outras, trata-se de um acto de sensibilidade e cultura e de justiça, pois, considerou, precisamos conhecê-los, quem fez a história da literatura cabo-verdiana.

Sobre o autor, segundo Daniel Medina, é uma “referência transversal”, desde a altura da claridade e continua a influenciar com as suas “noveletas”, e que têm um “pendor extraordinário” na análise sociocultural e socioeconómico, particularmente, de São Vicente.

“Fez trabalho de índole mais de Barlavento, mas se nós extrapolarmos conseguiremos ver toda essa panóplia relacional também com as outras ilhas.

Para o presidente da ACL é importante os estudantes conhecerem o autor, sendo que desta forma conhece-se também a história de Cabo Verde, da imigração das pessoas, da prostituição que havia naquela altura por necessidades diversas, portanto, são histórias contadas juntas neste mesmo livro.

Noite de Vento reúne emblemáticas novelas do notável escritor cabo-verdiano António Aurélio Gonçalves, publicadas ao longo da segunda metade do século XX.

De acordo com uma nota governamengtal, a primeira edição desta obra, dada à estampa pelo Instituto Cabo-verdiano do Livro em 1985, encontra-se há muito esgotada, razão pela qual a BNCV, dando continuidade à implementação do projecto de reedição dos clássicos.

António Aurélio Gonçalves nasceu na cidade do Mindelo, ilha de São Vicente, a 25 de Setembro de 1901, onde viria a falecer, vítima de atropelamento, a 30 de Setembro de 1984.

HR/CP

Inforpress/Fim

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