Rede Parlamentar da População e Desenvolvimento recorda 89º aniversário do Campo de Concentração do Tarrafal

Cidade da Praia, 28 Out (Inforpress)  – A Rede Parlamentar da População e Desenvolvimento (RPPD) celebra hoje o 89º aniversário da instalação e do funcionamento do antigo Campo de Concentração do Tarrafal com uma conversa aberta, no auditório da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV).

Para a materialização do evento, a Rede Parlamentar da População e Desenvolvimento conta com a parceria da coordenação dos cursos de História e Património e Filosofia da universidade pública, estratégia encontrada de modo a ir ao encontro dos objectivos e programa da legislatura.

A conversa aberta envolve alunos, professores, comunidade académica e sociedade civil, para debate, no auditório do campus da Uni-CV, sobre esta prisão, também conhecida como Campo de Morte Lenta, implantada pelo regime colonial português em Cabo Verde

O presidente desta rede parlamentar avançou à Inforpress que se pretende com esta iniciativa contextualizar mais um ano do funcionamento da antiga prisão, enquanto espaço de memória colectiva e de negação dos direitos humanos e da população prisional, com vista a recolha de subsídios para uma mesa redonda internacional, prevista para 2019, em parceria com os parceiros nacionais e internacionais.

A RPPD, clarificou Soares à Inforpress, quer com esta mesa redonda internacional dar o seu contributo para a preparação de uma eventual candidatura do ex-Campo de Concentração a Património Mundial da Humanidade e mostrar aquilo que foi a história desta prisão, enquanto lugar da “privação da liberdade dos homens” durante a ditadura do regime salazarista.

Historiador de formação este tarrafalense vê no Campo de Concentração um espaço de “memória colectiva e da enérgica da história” da independência e da liberdade de Portugal, de Cabo Verde e dos Países da Língua Oficial Portuguesa, pelo que mostra o seu descontentamento em como a transformação do espaço em “Museu de Resistência” não trouxe nada de novo para Cabo Verde, Tarrafal e o mundo lusófono.

“O espaço foi transformado há quase uma década no Museu de Resistência, mas pouca coisa se fez. Aliás, há quatro anos foi destruído a ex-secretaria da administração do campo”, contesta este historiador, para quem o Museu de Resistência “deveria ser vivo”.

Acredita, entretanto, que com o impulso do novo Governo e com investimento de 33 mil contos do Projecto de Requalificação Ambiental e de Acessibilidade (PRAA) num universo de 248 mil contos para Tarrafal em 2019, irá proporcionar condições para que o museu “passe a ser vivo, em vez de morto”, pois, acredita o parlamentar, vai dar uma nova dinâmica ao museu.

Do seu plano de actividade, a RPPD pretende estabelecer o protocolo com a Uni-CV, para a elaboração de alguns projectos relacionados com população e os patrimónios cabo-verdianos.

SR/AA

Inforpress/Fim

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