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Rede de Jornalistas Económicos para a África Ocidental congratula-se com assinatura de acordo para a criação da ZLECA

Cidade da Praia, 26 Abr (Inforpress) – A Rede de Jornalistas Económicos para a África Ocidental manifestou-se satisfeita com a assinatura do acordo para a criação da Zona de Livre Comércio Continental (ZLECA), que aconteceu a 21 de Março em Kagali, capital do Ruanda.

Num comunicado, a rede afirmou que a 21 de Março passado os chefes dos Estados Membros da Comissão da União Africana (UA) rubricaram a criação da maior área de comércio livre do mundo, neste caso a Área de Comércio Livre Continental Africana, a ZLECA.

“Esta zona augura e pretende que 90% do comércio de bens seja livre de direitos aduaneiros e sua implementação deve aumentá-los em 16%”, acrescentou a mesma fonte, completando que “um ano depois de ter sido assinado, as 22 ratificações necessárias para a sua implementação foram concluídas pela Gâmbia em 04 de Abril”.

A Rede de Jornalistas Económicos para a África Ocidental fez saber que está “satisfeita” com este desejo declarado e manifestou a sua gratidão aos Chefes de Estado e de Governo da África.

Entretanto a rede aproveitou para pedir que os retardatários assinem o protocolo de ratificação o mais cedo possível, antes do lançamento oficial da ZLECA, agendado para Julho de 2019 em Niamey (Níger), à margem da cúpula de chefes de Estado e de governo da União Africana.

“Esperava-se que a implementação da ZLECA aumentasse o volume de exportação de 35 bilhões de dólares por ano ou 52% até 2022 e reduzisse a importação de 10 bilhões de dólares. As exportações agrícolas e industriais devem aumentar de 4 bilhões de dólares para 21 bilhões”, escreveu a rede.

Isso criaria, segundo a mesma fonte, emprego e riqueza no continente africano.  No mesmo documento, a que a Inforpress teve acesso, a rede explicou ainda que com tarifas médias de 6,1%, as empresas actualmente enfrentam tarifas mais altas ao exportar para a África, e não para fora do continente.

“A ZLECA, projecto emblemático dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), planeada para 2022 e inscrito principalmente na Agenda 2063 da União Africana, tem enormes vantagens e potencialidades: um aumento considerável no comércio intra-africano entre os países signatários, mas estimular e incentivar também o investimento, a inovação, a transformação estrutural das economias africanas, a melhoria da segurança alimentar, o crescimento económico, a diversificação das exportações e a racionalização das comunidades económicas”, lê-se.

Por isso, a Rede de Jornalistas Económicos para a África Ocidental convida os países signatários a considerar a negociação, entre outras coisas, dos aspectos e modalidades da implementação deste acordo, incluindo as regras de origem, condições de pagamento, concessões tarifárias para o comércio de mercadorias e barreiras de liquidação e não-tarifárias.

No mesmo comunicado, a Rede de Jornalistas Económicos para a África Ocidental aproveitou para agradecer ao Gabinete Sub-regional para a África Ocidental da Comissão Económica das Nações Unidas para África (BSR-WA/ECA), por ter organizado em Fevereiro de 2019 em Monróvia (Libéria), em colaboração com o Governo da Libéria e a Comunidade dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), um workshop sobre a ZLECA para profissionais de mídia da África Ocidental.

Um workshop que permitiu à rede não só compreender as inovações e oportunidades da ZLECA mas também, através das várias produções de comunicação, sensibilizar as populações da CEDEAO e convocar os países para a ratificação.

Finalizando, a Rede de Jornalistas Económicos para a África Ocidental afirmou estar comprometida em apoiar todas as iniciativas da ZLECA para que a integração regional nos cinco sectores, integração comercial, Infraestrutura Regional, Integração Produtiva, Livre Circulação Pessoas e Integração Macroeconômica, tornando-se uma realidade para a transformação estrutural e sócio-económica do continente.

GSF/ZS

Inforpress/Fim

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