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Queimadas: “Se não houver leis efectivas de responsabilização dos infractores nada vai mudar” – responsável

Assomada, 22 Jun (Inforpress) – O comandante Regional de Protecção Civil e Bombeiros de Santiago Norte lembrou hoje que a questão das queimadas é um “problema crónico”, e alertou que se não houver leis efectivas de responsabilização dos infractores “nada vai mudar”.

“A questão das queimadas é um problema crónico, infelizmente, se não houver leis efectivas de responsabilização dos infractores nada vai mudar. Estamos há três anos de seca e com emergência hídrica, e ainda assim as autoridades é que pagam as facturas pela água gasta na operação de extinção dos incêndios. Sem contabilizar outras despesas das operações”, sinalizou Amaro Varela, em declarações à Inforpress.

“Estas impunidades têm de acabar”, defendeu, propondo leis ou medidas que sancionam quem provocar incêndios, sobretudo de forma intencional.

Se tal acontecer, Amaro Varela não tem dúvidas que os infractores vão se consciencializar, tendo em conta que são eles que vão pagar as facturas das despesas das operações, em vez do Estado.

“Quando há sanções, os infractores vão se consciencializar mais rapidamente. Pagando as facturas das operações e dos prejuízos ambientais, da próxima vez que pensarem realizar uma queimada vai lhes pesar a consciência e tomar os devidos cuidados. O que não acontece ainda (…)”, vaticinou.

A mesma fonte explicou que a prática de queimadas é ainda um “problema crónico”, por isso existem aconselhamentos para evitar estas práticas, mas, no entanto, que quem insiste em fazê-las terá que ser de forma correcta tomando todas as precauções necessárias.

Daí, que aconselhou os agricultores a não fazerem a limpeza dos terrenos de cultivo, recorrendo à prática de queimadas, tendo alertado, mais uma vez, que esta técnica tem provocado incêndios.

Apesar da facilidade da utilização desta técnica, este responsável sustentou que a mesma tem resultado em incêndios que, consequentemente, causam danos e diminuem a fertilidade dos solos.

Em Santiago Norte, lembrou que as câmaras municipais e as delegações do Ministério da Agricultura e Ambiente têm realizado campanhas de sensibilização “de quando e como fazer queimada” com recursos a um carro de som e ‘spot’ publicitário.

Relativamente ao plano de emergência para a época das chuvas em Santiago Norte, Amaro Varela promete um pronunciamento após um encontro a nível regional, realizado anualmente no período antes as chuvas.

Entretanto, a Inforpress sabe que alguns municípios estão de momento a elaborar os seus próprios planos para a época das chuvas.

Em Santiago Norte, numa ronda feita por alguns municípios, a Inforpress constatou que a maioria dos camponeses já fez a limpeza dos seus campos, recorrendo ainda à prática de queimadas, não obstante o alerta das autoridades.

Sobre a faina agrícola, alguns agricultores abordados pela Inforpress prevêem o arranque para o mês de Julho, mas a maioria dos camponeses diz que vai aguardar pela queda das chuvas para jogar sementes à terra.

FM/ZS

Inforpress/Fim

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