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Quatro elementos da oposição detidos na Guiné Equatorial esta semana

Malabo, 26 Fev (Inforpress) – Três membros da oposição na Guiné Equatorial foram detidos hoje, denunciou um dos principais partidos do país, depois de um outro opositor ter sido também detido na segunda-feira.

Segundo o partido Cidadãos para a Inovação da Guiné Equatorial (CI), três dos seus militantes foram hoje detidos durante uma operação conduzida pelas forças de segurança em Engong, local de nascimento do líder do grupo, Gabriel Nsé Obiang Obono.

Num comunicado divulgado pelo CI, o partido denuncia a actividade das forças de segurança durante uma operação de recolha de armas na véspera da visita do Presidente, Teodoro Obiang Nguema, àquele distrito.

Segundo o partido, a equipa que fez as buscas encontrou uma espingarda e, ao sair, viu uma fotografia de Gabriel Nsé Obiang, pendurada na parede – que arrancou – e deteve os dois homens e uma mulher que estavam na casa, todos familiares do líder da oposição.

O CI questionou as autoridades se a detenção resultou da presença de uma espingarda ou da foto do líder da oposição, mas não obteve resposta.

Na segunda-feira, um militante de outro partido da oposição foi detido, alegadamente por criticar o Presidente equato-guineense.
“Joaquín Eló Ayeto foi preso pelas 06:00 (05:00 em Lisboa) na segunda-feira na sua casa no bairro El Paraíso, em Malabo. A detenção, sem mandado judicial, foi efectuada por sete elementos armados da segurança presidencial e [Joaquín Eló] foi levado num veículo oficial”, divulgou o partido Convergência para a Democracia Social (CPDS), uma das principais formações da oposição, através de um comunicado citado pela Radio Macuto, uma rádio local.

Obiang, com 76 anos e há 39 anos no poder, iniciou no passado dia 15 uma viagem pelo país, prevendo inaugurar meia centena de novos distritos criados em 2017.

O CPDS afirmou que Joaquín Eló “seria torturado” na noite passada para “confessar os factos” e condenou “energicamente a detenção, assim como a prática habitual da polícia do regime de deter sem ordem judicial e submeter os detidos a maus tratos físicos e psicológicos, como são o facto de interrogarem uma pessoa com as mãos algemadas”.

A Amnistia Internacional (AI) divulgou hoje um relatório em que denuncia a “detenção arbitrária, ataques e perseguições” de defensores dos direitos humanos e políticos na Guiné Equatorial, sublinhando o facto de o país presidir actualmente ao Conselho de Segurança das Nações Unidas.

O relatório da AI documenta a forma como vários defensores dos direitos humanos e membros da oposição equato-guineense têm sido alvo de maus tratos, designadamente Joaquín Elo Ayeto. “Ele foi detido várias vezes, incluindo uma em 29 de Novembro de 2016, quando dois oficiais militares o espancaram severamente, depois de ter divulgado na internet um artigo sobre a recusa de um dos oficiais pagar uma portagem rodoviária”.

“Na sequência deste incidente, Ayeto processou os dois oficiais, mas o que ouviu do juiz foi que o seu artigo dava uma má imagem do país”, acrescenta a AI.

Joaquín Elo Ayeto foi depois detido e preso por mais de um mês. “Nos primeiros cinco dias de detenção foi mantido em confinamento solitário. Quando o ano judicial chegou ao fim, o tribunal decidiu libertá-lo. Nunca lhe foi dito porque tinha sido detido”.

A AI regista uma nova detenção do político guineense, em 27 de Junho de 2017. “Joaquín Elo foi novamente detido por participar num evento que reclamava a justiça pela morte de uma jovem taxista e libertado uma semana mais tarde”, denuncia o relatório da organização.

Lusa/Fim

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