Qualificação dos recursos humanos e redução do endividamento público um dos grandes desafios do país – vice-primeiro-ministro (c/áudio)

Cidade da Praia, 12 Nov (Inforpress) – O Governo apontou hoje a qualificação dos recursos humanos, na perspectiva dos desafios internos e na integração de Cabo Verde na economia internacional e a redução do nível de endividamento público, como “um dos grandes desafios a vencer”.

O vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças fez esta revelação durante a apresentação do “Diagnóstico Estratégico do País” (SCD), ferramenta do Banco Mundial, criada desde 2014, com o objectivo primordial de fazer um diagnóstico em relação ao caminho percorrido pelo país, identificar as oportunidades, assim como os constrangimentos.

“Cabo Verde tem tido resultados importantes ao nível do acesso, na massificação, mas todos estamos de acordo, em como temos ainda desafios importantes a vencer ao nível da qualidade, mas também a nível do ajustamento entre a procura e a oferta no mercado do trabalho e o seu alinhamento com o sistema educativo”, elucidou Olavo Correia.

Nesta perspectiva, disse que o ponto de partida em relação ao processo do desenvolvimento tem a ver com a qualificação de recursos humanos, não apenas na perspectiva técnica cientifica, mas também de valores como o trabalho na democracia, a persistência, a capacidade de competir à escala regional e global.

Considerou que Cabo Verde fez um percurso de desenvolvimento a todos os títulos positivos, mas que, entretanto, está-se numa fase de transição do modelo do desenvolvimento da economia, alegando que o país tem pela frente novos desafios, face “aos constrangimentos acumulados durante décadas, mas também com o contexto internacional e nacional da actualidade”.

O SCD é visto pelo governante como um instrumento essencial para o desenho da política de cooperação entre o BM e Cabo Verde em relação ao futuro, pelo que entende Olavo Correia ser muito importante que se estejam “todos de acordo em relação ao diagnóstico, em relação as oportunidades, mas também para com os desafios” que se tem pela frente “para vencer”.

“É preciso continuar a investir, não apenas para aumentar a despesas pública com a educação”, referiu, ressalvando que “Cabo Verde tem gasto muito com a educação, muito superior a pequenos países insulares que competem com Cabo Verde, mas que não de traduz nos resultados almejados.

Nesta perspectiva, realçou que “Cabo Verde precisa de ter uma administração pública pró-empresa, pró-investimento pró-negócios”, e que, nesta altura, o país tem ainda uma administração pública que é mais pró-Estado e pró-administração pública, razão pela qual apela para uma reorientação, do ponto de vista legal e de atitude, com vista a fazer criar a economia e o crescimento inclusivo.

Assim, o vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças alertou para a necessidade da melhoria do ambiente de negócio, e da diminuição do nível de endividamento público, por considerar que “Cabo Verde não pode continuar a crescer, aumentando permanentemente o seu endividamento público”.

Isto obriga, explicou, que o país venha a ter uma nova perspectiva de financiamento, virada para a capacitação de investimento privados, nacionais e estrangeiras, para as parcerias público-privadas e para criação de condições que permitam aos privados investir em áreas estruturantes para o futuro do país.

Considerou de bom sinal a presença do representante residente do Banco Mundial, Fatou Fall, nesta cerimónia, por considerar demonstração em como o governo está a procurar aumentar o seu portfólio.

Esta cerimónia realizou-se no auditório da Universidade de Cabo Verde, razão pela qual o governante considerou de muito importante para o país o envolvimento das universidades no processo da concessão dos desenhos das políticas públicas.

SR/CP

Inforpress/Fim

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