Quadro de Cooperação 2023-2027 da ONU com Cabo Verde estará focado nos mais vulneráveis – Ana Graça

Cidade da Praia, 04 Ago (Inforpress) – O Quadro de Cooperação 2023-2027 da ONU com Cabo Verde vai estar centrado efectivamente nos grupos mais vulneráveis, revelou hoje na Cidade da Praia a Coordenadora Residente das Nações Unidas, Ana Graça.

“Fizemos um grande trabalho de análise para conseguirmos ver que são esses grupos, relacionado também com o sistema de proteção social, cadastro social único e a visão é que todas as agências e todos os projectos que vão derivar deste quadro se concentrem nestas populações mais vulneráveis e nos jovens que não têm formação, educação ou emprego”, disse, fazendo referência a “toda uma população que não pode ser deixada para trás”

Ana Graça pontuou que se quer mesmo concentrar nesse foco, mas, naturalmente, trazer também os elementos já de inovação e de transformação que permitem e que podem apoiar Cabo Verde no salto qualitativo em termos do alcance dos objectivos do desenvolvimento sustentável no País.

“Este tem sido um processo longo de planeamento, digamos que o nosso Quadro de Cooperação do Sistema das Nações Unidas é um pouco como o plano estratégico de desenvolvimento sustentável de Cabo Verde, porque é o quadro que vai regular e do qual vão derivar todos os programas das várias agências que o Sistema das Nações Unidas tem no País, com os seus parceiro nacionais”, completou.

Para a elaboração do documento, Ana Graça disse que foi necessário “um ano de muita consulta”, de alinhamento com as prioridades nacionais, com a sociedade civil, com o Governo, com os parceiros de desenvolvimento, até se chegar a três grandes eixos para esta cooperação em termos alargados.

“O primeiro eixo está centrado sobre o desenvolvimento humano e do capital social, portanto muito ligado aos sectores sociais, já também com alguma perspectiva de um salto de qualidade de acesso, mas também ao nível da qualidade e da certificação, em saúde, educação, entre outros”, contou.

Ana Graça avançou ainda que haverá um segundo eixo que se prende exatamente com a questão da diversificação económica, da transformação económica e em, naturalmente, também apoiar o plano de retoma do País face a estas crises múltiplas, numa lógica de transformação e a diversificação económica ligada à sustentabilidade do ambiente e do planeta.

“O terceiro eixo será virado para a governação, reformas institucionais para podermos realmente acompanhar. A visão que está por detrás do processo quadro de cooperação é realmente contribuir para que todo o Sistema das Nações Unidas contribua para o grande objectivo nacional de erradicação do processo e redução da pobreza absoluta”, concluiu

GSF/JMV
Inforpress/fim

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