Pyongyang alerta Pequim para “consequências catastróficas” das suas sanções

Seul, 22 Abr (Inforpress) – A Coreia do Norte alertou hoje a China para as “consequências catastróficas” que as relações entre os dois países podem sofrer, depois de Pequim ter endurecido as suas sanções contra Pyongyang.

Num comentário difundido pela agência estatal KCNA, com o título “Gostas de dançar ao ritmo dos outros?”, Pyongyang dirige as suas críticas a “um país próximo da DPRK”, a sigla em inglês para a República Popular Democrática da Coreia, nome oficial da Coreia do Norte.

Este país, que não é directamente nomeado, “está a dizer parvoíces” sobre a “sua capacidade para preservar a segurança da DPRK e de oferecer a ajuda necessária para a sua prosperidade económica”, além de sugerir que a Coreia do Norte “não sobreviverá às rigorosas sanções económicas aplicadas”.

Noutra alusão a Pequim, o comentário indica que o país vizinho “apoia agora os Estados Unidos, que antes eram o seu rival, devido ao desenvolvimento do programa nuclear e de mísseis da DPRK”.

Em Fevereiro, Pequim anunciou que não vai comprar mais carvão, principal exportação norte-coreana, a Pyongyang durante o resto do ano, devido às resoluções da ONU, e recentemente os ‘media’ oficiais chineses referiram a possibilidade serem suspensas as exportações de hidrocarbonetos caso se verifique um novo teste nuclear norte-coreano.

Após a decisão da China em Fevereiro, Pyongyang lançou críticas ao seu principal aliado, ainda que de forma indirecta, o que reflecte um distanciamento cada vez maior entre o regime de Kim Jong-un e Pequim¬.

O Governo de Donald Trump instou a China a exercer mais pressão sobre a Coreia do Norte e insinuou que se Pequim não colaborar, irá recorrer a outras medidas para pressionar Pyongyang, incluindo a via militar, devido aos constantes testes de armamento do regime de Kim.

Tendo em conta este cenário, a Coreia do Norte “está consciente que não conta com mais nada do que a sua própria força e autos suficiência para seguir em frente”, acrescenta o comentário divulgado pela agência KCNA.

Lusa/fim

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