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Próxima etapa de Cabo Verde é atingir o patamar da economia de rendimento médio e médio alto – ministro (c/áudio)

Cidade da Praia, 05 Dez (Inforpress) – O ministro da Economia Marítima afirmou que o Governo tem desenvolvido um conjunto de acções visando tornar Cabo Verde num país desenvolvido, salientando que a próxima etapa é atingir o patamar da economia de rendimento médio e médio alto.

José Gonçalves fez estas declarações quando presidia à cerimonia de abertura do Fórum Económico “Mar e Inovação, drivers da Economia Global”, organizado pela AICEP em parceria com a Embaixada de Portugal em Cabo Verde, no âmbito das Comemorações do V Centenário da Viagem de Circum-Navegação comandada pelo navegador português Fernão de Magalhães, realizado, na cidade da Praia.

Destacou o impacto que a Viagem de Circum-Navegação teve no âmbito das descobertas de novos mundos, em que Cabo Verde também fez parte, enquanto paragem obrigatória nessa altura, realçando que o actual Governo está empenhado em apostar na criação de condições com vista a recuperar a centralidade de Cabo Verde no atlântico médio.

Conforme fez saber, hoje, o Governo tem apostado cada vez mais no regresso “feliz” ao mar do povo cabo-verdiano, colocando o mar e os oceanos como pilares centrais de desenvolvimento económico e social do país, criando oportunidades de negócios, investimento e emprego.

Entretanto, ressalvou que não obstante os desafios, o Governo tem desenvolvido um conjunto de acções visando tornar Cabo Verde num país desenvolvido e melhorar a qualidade de vida das pessoas.

“O nosso plano estratégico de desenvolvimento sustentável ao preconizar com o objectivo de fazer Cabo Verde uma economia de circulação no Atlântico Médio nos posiciona como um país de boa localização para a conectividade ente África, Europa e Américas”, afirmou, destacando a forte aposta na construção de uma economia inovadora que funcione como plataforma aérea, marítima, digital e de inovação financeira visando a inserção de Cabo Verde no sistema económico mundial.

Lembrou, neste sentido a importância da criação da Zona Especial da Economia Marítima e do Campus do Mar em São Vicente, com vista a potenciar a centralidade marítima de Cabo Verde no Atlântico Médio.

Apontou, por outro lado, o turismo como o maior sector de desenvolvimento da economia cabo-verdiana, defendendo, entretanto, a necessidade de exploração do território marítimo e dos recursos oceânicos de forma sustentável.

Por seu turno, o secretário adjunto e da Economia Marítima de Portugal, João Neves, considerou que o mar e a inovação constituem elementos fundamentais da economia global e em particular para Portugal e Cabo Verde, destacando o nível de cooperação nas diferentes áreas entre os dois países.

Segundo avançou, Portugal tem todo interesse em captar investimento cabo-verdiano, mostrando-se neste contexto optimista que dentro de alguns anos o arquipélago entrará na nova tendência, enquanto investidor no exterior.

“Cabo Verde poderá constituir-se como uma plataforma estratégica para a África Ocidental, um facto que as empresas portuguesas estão atentas e de forma crescente procuram oportunidade de negócios em países próximos do continente africano a partir do arquipélago”, disse, reiterando a disponibilidade de Portugal em reforçar as relações com Cabo Verde a nível multilateral na CPLP dando a prioridade que o turismo representa no espaço da lusofonia.

O Fórum Económico “Mar e Inovação, drivers da Economia Global irá abordar temáticas que estão actualmente na agenda internacional, como o conhecimento e a tecnologia, os oceanos e as alterações climáticas e tem como principal objectivo identificar oportunidades de negócio e de parceria entre empresas e entidades de ambos os países.

Há 500 anos, o navegador português Fernão de Magalhães deixou Sanlúcar de Barrameda, em Espanha, para iniciar a primeira viagem de circum-navegação da Terra juntamente com mais de 200 tripulantes de várias nacionalidades. O feito viria a ser concluído pelo comandante Juan Sebastián Elcano.

CM/ZS

Inforpress/Fim.

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