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Protesto dos activistas das associações do Bairro Craveiro Lopes não tem razão de ser – edil Óscar Santos

 

Cidade da Praia, 28 Mai (Inforpress) – O presidente da Câmara Municipal da Praia, Óscar Santos considerou hoje, que o protesto das associações de cariz social, cultural, desportivo e promocional do “sexagenário” Bairro Craveiro Lopes não tem “razão de ser”.

O autarca fez essas considerações em declarações à Inforpress, para reagir ao manifesto posto a circular nas redes sociais a partir deste domingo, 28, por um grupo de activistas sociais do bairro em apreço, com o qual dizem denunciar o “abandono a que foi votado a zona” por parte da Câmara Municipal da Praia.

“Não podemos falar de abandono, quando estamos a falar de um bairro já consolidado e com um polidesportivo, único na Praia, que custou à autarquia cerca de 80 mil contos. Fizemos recentemente correções no pavimento local, têm o serviço de net na praça e muito mais…”, disse.

Óscar Santos que admite a necessidade de se fazer mais, realça, no entanto, que este fazer mais deve ser em todos os bairros do concelho da Praia de forma equitativa e equilibrada.

Entretanto, face às denúncias colocadas hoje nas redes sociais, assevera não entender como que o Bairro Craveiro Lopes, diante dos investimentos feitos, num passado bem recente, esteja em abandono.

O edil recorda que muitos dos que estão a reclamar do tal abandono nem vivem no Bairro Craveiro Lopes, pelo que acredita que a atitude é mais “reclamar por reclamar”.

Quanto a cedência à igreja Católica do único cinema local conhecido por “Sibéria”, que poderia acolher um Centro Cultural e de Negócios – segundo referem -, o autarca avançou à Inforpress que foi disponibilizado pelo Governo o antigo centro de saúde, “mas que nada foi feito, até agora”.

No entanto, manifestou disponibilidade em receber os promotores do manifesto para debaterem as ideias que consideram importante para o Bairro Craveiro Lopes.

Os subscritores do manifesto prometem protagonizar uma contestação virtual – com imagens, posts e cartazes -, despertando a atenção dos moradores locais, as autoridades e a sociedade civil e, de um modo geral, os cabo-verdianos no país e na diáspora.

O Bairro Craveiro Lopes, localizado nas cercanias da Cidade da Praia, foi inaugurado em Maio de 1954, mas inicialmente identificado na toponímia por Achadinha, começou a ser esboçado em 1951.

Foi implantado num planalto de pequena dimensão a Oeste da Cidade da Praia (Plateau), destinava-se a albergar a chamada população mais desfavorecida como resposta à escassez de habitação popular, mas segundo a investigadora portuguesa Ana Vaz Milheiro, “a qualidade urbana do bairro faz com que a designação população mais desfavorecida seja substituída por funcionários públicos”, sendo constituído por vários conjuntos de residências unifamiliares.

 

Com o passar dos anos, os moradores foram alterando a planta inicial com o fito de ganhar mais espaço, e nessa perspectiva muitas casas deixaram de ser constituídas unicamente de piso térreo passando a ter mais um piso.

Atualmente, apesar das casas terem sido muito alteradas, mantém-se o seu valor de conjunto.

PC/FP

Infropress/Fim

 

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