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Projecto PDSAAIS é insuficiente para resolver o problema de disponibilidade e acesso à água em Santiago – MAA

Cidade da Praia, 18 Jan (Inforpress) – O ministro da Agricultura e Ambiente admitiu hoje que o Projecto PDSAAIS é insuficiente para resolver o problema de disponibilidade e acesso à água em Santiago, mas acredita que vai reduzir as assimetrias existentes nesta matéria.

Gilberto Silva fez essas afirmações à imprensa na Cidade da Praia, após presidir à abertura da conferência prévia, seguida duma sessão de esclarecimentos destinadas às empresas pré-qualificadas para o concurso de execução das obras do Projecto de Desenvolvimento do Sistema de Abastecimento de Água na Ilha de Santiago (PDSAAIS), lançado a 15 de Dezembro último.

Segundo o ministro, o projecto que vai se iniciar em Dezembro de 2018 e terminar em Janeiro de 2021, financiado pela Cooperação Japonesa (JICA) no montante de quase 14 milhões de contos (150 milhões de dólares), vai beneficiar 56% da população de Cabo Verde que reside na ilha de Santiago e onde ainda os indicadores de distribuição de água não achegaram a média nacional.

“O projecto vai contribuir para reduzir as assimetrias em matéria de acesso aos serviços de água e saneamento, mas se me perguntas se são investimentos suficientes, é redondamente não, mas são estruturantes e vão permitir claramente a melhoria da qualidade do serviço e da vida dos cidadãos e, sobretudo, alavancar as várias actividades económicas que contribuem para mais emprego e mais crescimento económico da ilha e do país”, frisou o ministro.

O governante assegurou que o país vai precisar de “muito mais investimentos” para, por exemplo, densificar as redes de distribuição, construir mais estações de tratamento das águas residuais e investir no sistema de reaproveitamento das águas residuais tratadas na economia, nomeadamente no sector agrário para que o país possa ser mais resiliente em matéria de gestão da água.

Cabo Verde, hoje, sem a dessalinização da água, na opinião de Gilberto Silva, será “impossível de se desenvolver”, por isso, considerou que a dessalinização “é essencial”, algo que o PDSAAIS tem programado, para além de construir uma conduta de água que totaliza cerca de 175 quilómetros de redes, assim como um sistemas de adução para transporte e interligação das redes de distribuição, instalação de estações elevatórias de bombagem e reservatórios.

“Os furos vão continuar a existir, todo o sistema de captação das águas residuais vai ter que existir, mas para o desenvolvimento que Cabo Verde precisa ter, vamos continuar a investir num sistema de dessalinização da água do mar no país, porque onde praticamente não chove, é uma boa aposta”, afiançou, lembrando que o arquipélago vai comemorar 50 anos do início da dessalinização da água em Cabo Verde.

O Projecto de Desenvolvimento do Sistema de Abastecimento de Água na Ilha de Santiago tem como objectivo aumentar a capacidade de produção e distribuição de água potável para consumo doméstico para a economia em toda ilha de Santiago, e será dividido em dois pólos.

Um pólo na zona norte e outro na zona sul, sendo que nesta última, será aumentada a capacidade de produção actual da central de dessalinização do Palmarejo e na zona norte prevê-se a instalação de uma unidade de dessalinização por osmose inversa de 20.000m³ de água/dia.

O encontro de hoje foi promovido pelo Ministério da Agricultura e Ambiente, através da Agência Nacional de Água e Saneamento (ANAS), que esteve representado pelo seu presidente, Miguel Moura, em parceria com a JICA, e contou com a participação de representantes de empresas japonesas e consultores.

DR/JMV

Inforpress/Fim

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