Projecto Margullar permite criação do roteiro turístico ao património cultural subaquático no espaço da Macaronésia – IPC (c/áudio)

Cidade da Praia, 17 Abr (Inforpress) – O presidente do Instituto do Património Cultural, Jair Hamilton Fernandes, afirmou hoje que o projecto Margullar vai permitir fazer o inventário e a criação de um roteiro turístico ao património cultural subaquático no espaço da Macaronésia.

Jair Hamilton Fernandes falava em declarações à imprensa, no âmbito da abertura da V Jornada Transnacionais de Trabalho: “A conservação do património submerso” do projecto Margullar, que decorre durante dois dias no município de Ribeira Grande de Santiago.

Conforme informou, há um ano e meio que Cabo Verde, através do Instituto do Património Cultural (IPC), faz parte deste projecto Margullar, que visa o desenvolvimento de conhecimentos históricos e patrimoniais, no domínio da investigação, salvaguarda e valorização do legado subaquático do espaço da Macaronésia.

Para além do projecto Margullar, o país beneficia de um outro projecto relacionado com a arqueologia subaquática, designadamente o “Concha”.

Uma das grandes vantagens dos dois projectos, segundo este responsável, é o facto de disponibilizarem recursos para Cabo Verde para trabalhar em prol de uma história atlântico comum.

“A vantagem desses dois projectos, mormente o Margullar, terá como produto final, para além do inventário, mas também a criação de uma rota, dentro do espaço da Macaronésia, desse turismo ao património cultural subaquático, algo que é extremamente importante e valioso, atendendo ao público-alvo que tem procurado por esse seguimento turístico”, afirmou.

Por outro lado, no quadro desses dois projectos, informou que conseguiram adquirir um ‘software’ para identificação e georreferenciação dos naufrágios, permitindo em certa medida, para além do seu conhecimento em loco e efectivos, criar medidas de protecção.

Ambos os projectos, avançou, permitem o acesso à investigação e a difusão e disseminação dos resultados dessa investigação.

Fruto dessas parcerias, recordou que o país teve o apoio no domínio da formação, na sensibilização e nos trabalhos de mergulho que têm sido feitos nos mares de Cidade Velha, em Calheta de São Martinho e na Cidade da Praia e ainda vão ser beneficiados com o inventariado e a criação do roteiro turístico aos patrimónios subaquáticos.

Presente na cerimónia de abertura, a coordenadora do projecto Margullar de Cabildo de Lanzarote, Rita Marrero, considerou que a valorização do património arqueológico subaquático como recurso turístico é, portanto, um meio para alcançar o objectivo final que é e deve ser sempre a sua protecção e conservação a médio e longo prazo.

A jornada continua nesta quinta-feira com a apresentação dos temas “Da caça ao tesouro às boas práticas em arqueologia: a base de dados de naufrágios histórico de Cabo Verde” e “O mapeamento e a investigação com base para a conservação do património cultural submerso: primeiros resultados do projecto Concha em Cabo Verde”.

AM/CP
Inforpress/Fim

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