Projecto “Horta Nha Kaza adaptado à Covid-19” beneficia cerca de 100 famílias por bairro – Coordenadora

Cidade da Praia, 22 Fev (Inforpress) – “Horta Nha Kaza adaptado à Covid-19” vai beneficiar, na segunda fase, cerca de 100 famílias por bairro e Safende vai ser o primeiro bairro a ser contemplado brevemente, informou a coordenadora do projecto, Gisseila Garcia.

Dos bairros a serem contemplados, nesta segunda fase, constam Safende, Achada Grande frente, Achada Grande Trás, Palmarejo, Achada São Filipe, Terra Branca, contudo, querem levar o projecto a outros bairros e outras ilhas de Cabo Verde, adiantou Gisseila Garcia em declarações à Inforpress.

“Já fizemos um encontro com a Rede das Associações Comunitárias e Movimentos Sociais da Praia (RACMS) para retomar a segunda fase, e será lançado dentro de alguns dias a campanha de angariação de materiais recicláveis no facebook, pois a ideia é montar as pequenas hortas com materiais recicláveis, vamos organizar por bairro e dar o seguimento”, precisou Gisseila Garcia.

“Serão cerca de 100 famílias para cada bairro, dependendo da dimensão do bairro, por isso há bairros que podem ser mais e outros que podem ser menos”, indicou, salientando que brevemente o bairro de Safende vai ser contemplado, pois estão tratando de questões de logísticas, sendo que já se encontra elaborado o plano de acção exclusivo para aquela zona.

Entretanto, sublinhou que, para uma melhor execução do projecto, deve haver sempre consonância e diálogo com as associações comunitárias, uma vez que, estão mais próximas das comunidades, conhecem bem as famílias e poderão melhor fazer uma identificação.

O projecto “Horta Nha Kaza” é uma iniciativa do movimento Eco-Feminismo Cabo Verde, que teve início no ano passado, no bairro de Calabaceira e devido à covid-19 ficou condicionada, pelo que agora será retomado. Porém foi adequado ao contexto actual por que passa o País dada a pandemia, por esta razão denominou-se de “Horta Nha Kaza adaptado à Covid-19”.

Segundo a responsável, o projecto tem como objectivo fomentar a agricultura urbana e as trocas comunitárias, reforçar a resiliência climática no sistema alimentar e nutricional das mulheres e suas famílias e promover o modelo da economia circular com a prática do método de agricultura urbana, utilizando pouca água, materiais reutilizáveis bem com o combate ao uso de pesticidas.

Entretanto, o objectivo principal, frisou Garcia, é a soberania alimentar das famílias, que se tornou ainda mais essencial devido à crise pandémica que se vive.

De momento, disse, a Rede das Associações Comunitárias e Movimentos Sociais da Praia (RACMS) e Fundação Smart City são os parceiros do referido projecto.

TC/ZS

Inforpress/Fim

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