Projecto de relançamento da fruticultura prevê beneficiar 40% das mulheres na primeira fase – INIDA

 

Cidade da Praia, 15 Abr (Inforpress) – O projecto “Relançamento da fruticultura em Cabo Verde” que termina em Março de 2018, prevê beneficiar no mínimo, 40% das mulheres das quatro ilhas beneficiadas, designadamente Santiago, Fogo, Santo Antão e São Nicolau.

Segundo Gilbert Silva, um dos técnicos do Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento Agrário (INIDA) que trabalha no projecto do Ministério da Agricultura e Ambiente, financiado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o mesmo arrancou em Abril de 2016 e já está em fase avançada de implementação.

Até ao seu término, conforme explicou, para além de beneficiar no mínimo, 40% das mulheres, o projecto orçado em 338.256 dólares, pretende produzir e lançar um “manual de boas práticas na produção de fruteiras em Cabo Verde” e tem por objectivo, incentivar os agricultores na produção das frutas e dar resposta às demandas do mercado.

O projecto está sendo implementado porque, de acordo com Gilbert Silva, Cabo Verde enfrenta “dificuldades” no desenvolvimento da cultura das frutas, é fustigada por secas frequentes, os agricultores não substituem as plantas que já atingiram o limite de vida, como coqueiros e papaeiras, assim como existe um “baixo nível do consumo de frutas”, devido ao “fraco poder de aquisição das famílias, entre outros motivos.

Neste sentido, a finalidade é colocar ao alcance dos agricultores dessas quatro ilhas com “maior expressão agrícola”, material vegetal adequado para a produção das frutas, sendo que neste momento já foi lançado um concurso para aquisição de materiais e 40 viveiros a serem distribuídos aos agricultores e uma formação entre os dias 17 e 28 de Abril será realizada com a participação de 55 agricultores.

“O projecto que visa massificar as fruteiras a nível nacional, prevê fazer seguimento e acompanhamento a 17 agricultores nas quatro ilhas, mas em termos de formação temos a possibilidade de formar mais, num total de 55, em técnicas de produção frutífera”, explicou, indicando que os agricultores têm recebido apoio na adopção de produção das fruteiras.

Gilbert Silva, revelou ainda, que no âmbito do projecto estão a introduzir variedades de frutas, como cocô, acerola, caju, manga, goiaba, abacate, carambola, pitanga, ananás, morango e maracujá, e será feito um levantamento da situação da fruticultura a nível das ilhas beneficiadas para “alimentar” a base de dados da FAO e do INIDA.

O engenheiro realçou, por outro lado, que as fruteiras, por terem um ciclo mais longo de produção, neste momento está-se a implementar as bases no sentido de se conseguir ter capacidade de abastecer o mercado nacional que está a crescer e a “necessitar de frutas de qualidade”, sublinhando que o projecto tem a preocupação de trabalhar no fornecimento ao mercado turístico de frutas de qualidade.

Quanto às pragas que muitas vezes têm fustigado as culturas agrícolas, Gilbert Silva referiu que nesta primeira fase quer-se conhecer as que existem, para posteriormente proporem aos agricultores técnicas e metodologias de controlo e de convivência com as mesmas.

DR/FP

Inforpress/Fim

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