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Projecto cabo-verdiano de filme documentário “Nós, Povo das Ilhas” premiado no Canadá

Cidade da Praia, 10 Abr (Inforpress) – O projecto de filme documentário do produtor cabo-verdiano Elson Santos, “Nós, Povo das Ilhas”, está entre os oito projetos africanos escolhidos para receber 120.000 dólares canadianos em bolsas de desenvolvimento e produção do Fundo Hot Docs-Blue Ice Docs.

À Inforpress, o produtor do filme premiado pelo Hot Docs Canadian International Documentary Festival e Blue Ice Docs (Canadá), explicou que o documentário retrata um capítulo “importante” da história da luta pela independência “especialmente” para Cabo Verde.

“Cansados da miséria e da fome, 31 jovens cabo-verdianos, entre os quais uma mulher, embarcam numa aventura rumo a Cuba, numa operação secreta, com o intuito de receber formação militar para libertar o país das garras do colonialismo”, é a sinopse do projecto filme documentário.

O Projecto documentário fala sobre o “Grupo de Cuba” que é uma parte da história da luta pela libertação de Cabo Verde, porém, “pouco conhecida”, segundo o produtor, razão que levou Elson Santos a embarcar nesta viagem ao passado de Cabo Verde.

O “Grupo de Cuba”, narrou o produtor, surgiu na altura da luta pela libertação nacional, em que, em dado momento, Amílcar Cabral decidiu trazer a luta armada para Cabo Verde e esta estratégia de ter a luta armada em Cabo Verde, o grupo tinha que ser constituído por cabo-verdianos.

Daí que, conseguiram mobilizar 31 pessoas para ir à Cuba receber formação militar de dois anos para depois fazerem um desembarque militar em Cabo Verde, um sonho que acabou por não realizar-se, e a maioria destes militares acabaram por ser líder no processo de luta armada na Guiné.

Elson Santos adiantou ainda à Inforpress, que há uma “grande urgência” em contar esta história, uma vez que a história retrata uma geração que hoje está na faixa etária dos 80 anos e dos 31 soldados cerca dez estão vivas e nem todas conseguem relembrar a história.

Para este responsável, esta é uma memória de vidas dos cabo-verdianos que precisa ser “resgatada” e “divulgada”, senão corre o risco de desaparecer e as próximas gerações acabam por “perder” uma “fonte” de inspiração, o que ao seu ver é “fundamental” para o País.

“O que queremos com o filme é resgatar e valorizar memórias colectiva e individual de luta pela libertação nacional, porque nossas memórias não são normalmente contadas por nós e sim pelos outros, e contar as nossas histórias com o nosso olhar e nosso ponto de vista é importante para que as pessoas possam perceber e acho que ela pode ser mais valorizada”.

Para o documentário pretendem colocar cerca de três a quatro pessoas como personagens principais, na qual uma delas é uma mulher, a única mulher militar do “Grupo de Cuba”.

Conforme elucidou, esta história não remete só a Cabo Verde, mas estabelece uma ligação entre Cabo Verde, Cuba e Guiné-Bissau.

Esta é a quarta vez que o projecto está a ser premiado, sendo que três das premiações foram de carácter internacional.

O valor do prémio, cerca de 120 mil dólares canadianos (cerca de 660 mil escudos), sublinhou Elson Santos, servirá para avançar com o projecto, pois projectam ter o “produto final” em 2022.

Elson Santos manifestou o seu sentimento de “orgulho” por ver o projecto “Nós, Povo das Ilhas”, que tem também como produtora Lara Sousa, premiado, e por ter representado Cabo Verde da melhor forma.

TC/DR

Inforpress/Fim

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