Professores mantêm greve após negociações sem acordo com Ministério da Educação

Cidade da Praia, 17 Nov (Inforpress) – O Ministério da Educação e os sindicatos dos professores, depois de três horas de negociações, terminaram o encontro sem acordo quanto à tabela para nova grelha salarial, ficando a greve marcada para 22 e 23 deste mês.

Em declarações à imprensa, o ministro da Educação, Amadeu Cruz, disse que, apesar deste impasse, o Governo continua a realizar os seus compromissos com as pendências acumuladas desde 2008 a esta parte.

“Nós valorizamos os professores e o que temos gasto até agora com a resolução das pendências ascende os 780 mil contos. Temos verba para continuarmos a cumprir com as promessas de regular as pendências que têm a ver com as promoções, transições e subsídios por carga horária”, disse, prometendo a resolução destes ainda no âmbito do orçamento para 2024.

O governante revelou ainda que o processo das reclassificações dos professores vai ser culminado ainda em 2023.

“A proposta de aumento salarial em 36,6 por cento (%) por parte do sindicato significaria um aumento salarial de 2,5 milhões de contos, mas o Governo contrapôs tendo em consideração a necessidade de valorizar o salário dos docentes e promete fazer isso no quadro da revisão dos estatutos da carreira e da nova tabela salarial dos professores”, explicou o ministro.

Amadeu Cruz acrescentou ainda que um dos compromissos do Governo é empenhar-se para ter a nova tabela salarial a ser aprovada em Maio de 2024, altura em que será implementada.

Realçou ainda que a proposta de 36,6% de aumento de salário dos professores não é suportável no exercício orçamental, pelo que enfatiza, qualquer cidadão de bom senso saberia que tal não seria possível.

Apesar disso, Amadeu Cruz asseverou que o Ministério da Educação propôs aos sindicatos trabalhar uma nova grelha salarial, mas com sustentabilidade e garantia.

A representante dos Sindicatos Democrático dos Professores (Sindprof), Lígia Herbert, disse que sem acordo a greve é para manter pelo que apelou a todos os professores a aderirem à luta da classe.

“O que trazemos como mote era exactamente a questão salarial e ela não foi absorvida”, ressaltou, lembrando que a exigência dos professores era um aumento igual ao dos quadros privativos especiais.

Afirmou que os sindicatos estão abertos à negociação, mas que agora ficam à espera da decisão do Governo já que “não vão abrir mão da dignificação da classe”.

A greve, cujo pré-aviso foi assinado pelo Siprofis, Sindicato Nacional dos Professores (Sindep) e Sindicatos Democrático dos Professores (Sindprof) está marcada para as 07:00 de quarta-feira, 22 e término às 23:00 de quinta-feira.

PC/CP

Inforpress/fim

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