Professores de Física do ensino secundário recebem capacitação em prática laboratorial

 

Cidade da Praia, 06 Set (Inforpress) – Mais de duas dezenas de professores da disciplina de Física, do ensino secundário, iniciaram hoje uma capacitação em técnicas laboratoriais, no âmbito do projecto “Lab in a Box”, do Instituto Gulbenkian de Ciências de Portugal.

A formação, que decorre na Cidade da Praia até ao próximo sábado, tem a parceria do Ministério da Educação, através da Direcção Nacional de Educação (DNE), da Comissão Nacional para a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) em Cabo Verde e do Instituto Camões.

Em declarações à imprensa, a coordenadora do Programa de Pós-Graduação, Ciência e Desenvolvimento do Instituto Gulbenkian de Ciências, Carla Lima Semedo, explicou que esta é a segunda fase do projecto que se iniciou no ano passado com uma formação aos professores do ensino secundário da disciplina de Biologia.

Segundo a responsável, a formação de quatro dias ministrada por dois professores catedráticos do Instituto Superior Técnico de Lisboa, vai permitir que os docentes formandos saiam “muito motivados” e consequentemente motivar os seus alunos dos diferentes níveis de escolaridade.

“Cabo Verde tem recursos humanos muito bem qualificados, mas as vezes sentem-se desmotivados, porque não têm laboratório para componente prática, por isso, com esta formação queremos mostrar que não é preciso um laboratório para os motivar a transmitir os seus conhecimentos”, sublinhou, indicando que este projecto já foi implementado na Gana e Índia.

Essa opinião é também partilhada pelo formador e professor Instituto Superior Técnico de Lisboa (Portugal), Pedro Blogueira, que considerou que “não é preciso ter laboratório sofisticado”, mas que “é fundamental ter um laboratório”, visto que a física é uma componente experimental e que sem essa componente não há como fazer a transmissão correcta do mesmo.

“Estamos a explorar os materiais simples que se pode encontrar nas escolas, para que de facto possa haver uma componente significativa de ciência e física experimental nas escolas, contribuindo para um salto qualitativa na formação dos alunos e a possibilidade de, mais tarde, enveredarem para esta área”, salientou.

“Mecânica”, “Oscilação e ondas”, “Óptica e ondas”, “Electricidade”, entre outros, são os módulos que fazem parte da formação que decorre no campus da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), Palmarejo.

DR/AA

Inforpress/Fim

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