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Professores católicos querem “ideologia do género” fora do currículo escolar (c/áudio)

Cidade da Praia, 16 Fev (Inforpress) – Os professores católicos e especialistas dos sectores da Antropologia e Sociologia consideraram hoje que a ideologia do género não deveria fazer parte do currículo escolar, mas sim ensinada em casa pelos familiares.

Esta afirmação foi feita à imprensa pelo especialista brasileiro em Microbiologia e Biologia Renato Vargas e pelo professor Ricardino Rocha, no âmbito do IV Fórum Internacional sobre “Educação e desafios antropológicos em Cabo Verde”, realizado pela Associação dos Professores Católicos de Cabo Verde (APC-CV).

“É preciso que entendamos que toda a questão da ideologia do género não é uma questão que surge da sociedade e sobe até aos poderes públicos para que seja aplicado”, lançou o académico, para quem existe um processo inverso, “de cima para baixo”, tentando destruir toda a estrutura familiar, não como apelo da sociedade, mas como politica que “deseja atacar a família”.

Conforme o especialista, o género actua em três linhas, política, linguagem e educação.

Neste âmbito, avançou que o debate vai centralizar-se nestas três ideias, assim como na política de género que, no seu entender, mistura-se com ideias do “feminismo que deseja igualar as mulheres na sociedade diante dos seus direitos”.

Apesar de reconhecer a legitimidade e a necessidade do debate face à igualdade, Renato Vargas explicou que é preciso “muito cuidado” para não se deixar vincar o feminismo radical, que deseja “destruir a família”.

“A luta contra a ideologia de género não é uma luta contra a mulher, contra o movimento LGBTI. É sim uma luta contra um movimento político e ideológico que deseja destruir as famílias”, disse, esclarecendo a ideia do que pensam os professores católicos.

Quanto a esta questão, o especialista defendeu a necessidade de que todos tenham em mente de que “igualdade não é uma homogeneização dos papéis”, já que existe no ponto de vista biológico “um papel a ser cumprido por cada um de nós”.

A ideologia do género, ajuntou, ensina “tudo ao contrário” e leva as pessoas a entenderem que “o papel biológico precisa ser dissolvido”.

O especialista defendeu ainda que não é destruindo o homem que a sociedade será mais equilibrada, pelo que chama a atenção para “maior compreensão do género” para se saber no que está focado esta ideologia.

Para o presidente da APC-CV do núcleo da Praia, Ricardino Rocha, a ideologia do género propõe a desconstrução de que não existe homem e nem a mulher quando para se ter uma família é preciso se ter um homem e uma mulher.

“A família é uma verdade natural que não se pode subverter”, afirmou, reafirmando o seu apoio à ideia de que a ideologia do género não deve ser ensinada na escola, mas sim que deve ser da responsabilidade das famílias.

Segundo Ricardino Rocha, a escola deve complementar o que as famílias ensinam e não ensinar a criança de que ela não é “nem masculino, nem feminino”.

Isso, no seu ponto de vista é “desconstruir a construção”.

Também nas suas palavras de boas vindas, o padre e vigário geral da diocese de Cabo Verde, João Augusto Martins, afirmou que a família é a base da sociedade, pelo que deve ser o primeiro educador dos seus filhos nas diferentes ideologias.

No fórum em que deveria participar o Ministério da Educação e representes do Instituto Cabo-verdiano para Igualdade e Equidade de Género (ICIEG) a imprensa constatou que nenhum dos serviços se fez representar.

PC/AA

Inforpress/Fim

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